O Tribunal de Justiça Mato Grosso rejeitou o pedido de afastamento do deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) e do vereador por Cuiabá Cezinha Nascimento (União), mas determinou uma série de medidas cautelares e o bloqueio de valores no âmbito da Operação Emenda Oculta, deflagrada nesta quinta-feira (30).
A decisão é da desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, da Terceira Câmara Criminal, e também alcança o assessor parlamentar João Batista de Almeida e Silva.
Apesar de reconhecer indícios que justificam restrições, a magistrada entendeu que, neste momento, não há risco concreto que imponha o afastamento dos cargos públicos.
Com isso, os investigados deverão cumprir medidas cautelares por 90 dias, como a proibição de contato entre si (exceto por meio de advogados), a vedação de interferência em procedimentos envolvendo emendas parlamentares e o impedimento de acessar informações do inquérito por vias informais.
Além das restrições, a decisão também determinou o bloqueio de valores. Para o deputado, o limite é de até R$ 250 mil; para o vereador, R$ 120 mil; e para o empresário investigado, até R$ 350 mil.
Já os institutos Instituto Brasil Central (Ibrace) e Instituto Social Mato-Grossense (Ismat), além da empresa Sem Limite Esporte e Eventos Ltda., tiveram bens bloqueados que podem chegar a R$ 720 mil.
O pedido de afastamento havia sido feito pelo Ministério Público do Estado (MPE), que apontou indícios de continuidade do esquema investigado, incluindo movimentações financeiras em espécie realizadas entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. Segundo os investigadores, os envolvidos teriam utilizado cargos públicos para direcionar emendas parlamentares a entidades privadas, com posterior devolução de parte dos recursos.
Ao negar o afastamento, a desembargadora destacou que não há, até o momento, evidências de obstrução das investigações, destruição de provas ou coação de testemunhas.
“A tutela da investigação pode ser assegurada por medidas menos gravosas”, afirmou.
Ela também ressaltou que o afastamento poderá ser reavaliado caso surjam novos elementos ou haja descumprimento das medidas impostas.
Esquema investigado
A operação apura um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares destinadas ao Ismat e ao Ibrace.
Conforme as investigações, os recursos públicos eram repassados à empresa Sem Limite Esporte e Eventos Ltda., que devolveria parte dos valores aos agentes políticos.
Também são alvos da investigação o empresário João Nery Chiroli, ligado à empresa; Samara Regina Lucas Barbosa, presidente do Instituto Social Mato-Grossense (Ismat); Alex Jony Silva, presidente do Instituto Brasil Central (Ibrace); e o assessor João Batista de Almeida e Silva.
Serão asfaltados 192 km de rodovias e construídas 15 pontes de concreto A Secretaria de…
O presidente do Podemos em Mato Grosso, deputado estadual Max Russi, afirmou que o partido…
Quatro pessoas ficaram feridas em um acidente de trânsito envolvendo dois veículos na tarde desta…
Um homem identificado como Agostinho Leoncio de Carvalho Filho, de 43 anos, morreu após uma…
Mislene de Souza, de 37 anos, foi encontrada debilitada em área de difícil acesso e…
Segundo dados da plataforma de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o estado registrou,…