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quarta-feira, maio 6, 2026
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Alunos de direito da UFMT são investigados por lista que classificava colegas como ‘estupráveis’; estudantes protestam

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A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), nesta quarta-feira (6), para investigar alunos do curso de direito de Cuiabá suspeitos de envolvimento na criação e divulgação de uma lista que classificava estudantes como “estupráveis”. O caso gerou revolta e protestos de estuandantes do própio curso na última segunda-feira (4).

Em nota, a universidade informou que o procedimento foi aberto para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos. No entanto, não informou se afastou os estudantes apontados na denúncia.

“A Universidade Federal de Mato Grosso repudia veementemente qualquer manifestação, prática ou tentativa de naturalização da violência, da misoginia e de qualquer forma de violação de direitos humanos no âmbito de sua comunidade acadêmica”, diz trecho da nota.

Segundo o Centro Acadêmico da UFMT as mensagens teriam sido compartilhadas em um aplicativo de troca de mensagens e se espalharam rapidamente durante esta semana. Ainda de acordo com a publicação, nas mensagens, os alunos deixavam claro a intenção de abusar sexualmente de colegas de sala.

Após a repercussão do caso, estudantes do curso espalharam cartazes pelo local cobrando medidas da Universidade.

Alunos do curso de direito durante ato nesta segudna-feira (04) — Foto: João Lucas Rodrigues Tessaro
Alunos do curso de direito durante ato nesta segudna-feira (04) — Foto: João Lucas Rodrigues Tessaro

O Centro Acadêmico afirmou que segue acompanhando o caso e repudiou o episódio.

“É inadmissível que, no âmbito de um curso de Direito – cuja formação está intrinsecamente vinculada à defesa da dignidade da pessoa humana, da igualdade e dos direitos fundamentais – ocorram episódios dessa natureza”, declarou.

Até momento o caso não foi registrado na Polícia Civil.

Manifestantes levaram cartazes repudiando o caso — Foto: João Lucas Rodrigues Tessaro
Manifestantes levaram cartazes repudiando o caso — Foto: João Lucas Rodrigues Tessaro

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