A ex-primeira-dama de MT, Virginia Mendes, voltou a defender a adoção da prisão perpétua para crimes hediondos após a morte da adolescente Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, vítima de uma brutal agressão atribuída ao próprio pai, em Várzea Grande.
Em publicação nas redes sociais, Virginia compartilhou, ao lado do ex-governador Mauro Mendes, uma mensagem de luto e indignação diante da tragédia. O casal lamentou a morte da adolescente e destacou a necessidade de punição rigorosa ao responsável pelo crime.
“Uma criança cheia de sonhos que teve a vida interrompida brutalmente pelo próprio pai”, escreveram.
Na mensagem, Virginia e Mauro ressaltaram a dor causada pelo caso. “Como pais de uma menina da mesma faixa de idade, podemos imaginar o tamanho da dor e da revolta. Nada trará ela de volta. Mas a Justiça precisa ser feita com rigor máximo ao autor de tamanha covardia que chocou e entristeceu a sociedade mato-grossense nesta semana. Que Deus possa dar força e alento a essa mãe nesse momento inimaginável de sofrimento”, afirmaram.
Ao comentar o crime, Virginia Mendes voltou a defender mudanças mais severas na legislação penal brasileira. “Não tem outra saída para acabar com monstros. Prisão perpétua para quem comete crimes bárbaros contra mulheres, crianças e idosos”, declarou.
A defesa da prisão perpétua tem sido uma pauta recorrente da ex-primeira-dama, que ao longo dos últimos anos tem manifestado preocupação com o aumento da violência contra mulheres, crianças e pessoas idosas, cobrando punições mais duras para autores de crimes considerados cruéis e de grande repercussão social.
O caso

Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, morreu após ser brutalmente agredida na noite de domingo (7), no bairro Serra Dourada, em Várzea Grande. O principal suspeito é o pai da adolescente, de 42 anos, que foi preso em flagrante pela Polícia Civil e autuado por feminicídio.
De acordo com informações apuradas pelas autoridades, a mãe da menina foi quem a encontrou desacordada no chão do quarto da residência onde ela estava com o pai. Olga foi socorrida e encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Verdão, em Cuiabá, apresentando diversas lesões pelo corpo. Apesar dos esforços médicos, ela não resistiu aos ferimentos e morreu.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias e a motivação do crime.




