Um homem de 34 anos foi preso neste sábado (13), em Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá, após confessar o assassinato da esposa, Ana Claudia dos Santos Veiga, de 22 anos. O corpo da vítima foi encontrado pela polícia dentro de uma fossa na residência do casal, em Nova Bandeirantes.
Segundo a Polícia Militar, após o crime, o suspeito deixou Nova Bandeirantes e seguiu para Alta Floresta acompanhado do filho de 2 anos. Ainda conforme os militares, ele foi convencido por familiares a se entregar às autoridades.
Ao ser localizado, o homem confessou o crime e indicou o local onde havia deixado o corpo da vítima. A informação levou equipes policiais até uma área de Nova Bandeirantes, onde o corpo foi encontrado.
De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito e a vítima mantinham um relacionamento há cerca de cinco anos. Aos policiais, ele relatou que o crime teria sido motivado por ciúmes, após encontrar a companheira com outra pessoa.
O caso foi registrado como feminicídio, e o suspeito preso e encaminhado à delegacia. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime.
O aplicativo ‘SOS Mulher MT’ é uma das alternativas criadas para ajudar vítimas de violência doméstica em Mato Grosso. O aplicativo conta com um botão do pânico, por meio dele a vítima pode fazer um pedido de socorro quando o agressor descumprir a medida protetiva.
O Botão do Pânico virtual está disponível, por enquanto, nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis.
Nos outros municípios do estado, a plataforma pode ser acessada para as outras funções, como direcionamento à medida protetiva online, telefones de emergência, endereços das Delegacias da Mulher, Plantão 24h, denúncias sobre violência doméstica e também acesso à Delegacia Virtual para registro de ocorrências.
A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006 com o objetivo de criar mecanismos para prevenir e impedir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Segundo a Lei, a violência doméstica contra a mulher envolve qualquer ação baseada no gênero, ou seja, a mulher sofrer algum tipo de violência apenas pelo fato de ser mulher.
O Instituto Maria da Penha aponta que essa violência pode ser dos seguintes tipos:
As medidas protetivas são ordens judiciais que buscam proteger pessoas que estejam em situação de risco, perigo ou vulnerabilidade. São dois tipos: as voltadas para o agressor, para impedir que ele se aproxime da vítima; e as voltadas para a vítima, para garantir a sua segurança e a proteção dos seus bens e da sua família.
Qualquer mulher que esteja passando por uma situação de violência doméstica e familiar, independente do tipo de ameaça, lesão ou omissão.
A solicitação da medida protetiva pode ser feita em delegacias, Ministérios Públicos ou na Defensoria Pública. A mulher não precisa estar acompanhada de um advogado para fazer o pedido.
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