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Pivetta cita contrato e diz que vai cobrar Rumo para estender trilhos de ferrovia até Cuiabá I MT

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O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, garantiu que exigirá o cumprimento integral do contrato com a Rumo Logística para assegurar a chegada dos trilhos da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo até Cuiabá.

A declaração foi feita à imprensa durante a inauguração do primeiro trecho de 162 km da ferrovia e do novo terminal de cargas em Dom Aquino. Pivetta reforçou que o ramal da capital mato-grossense está previsto em documento oficial e que o Estado não abrirá mão dessa extensão.

“Nós temos um contrato, e isso é do Estado com a Rumo, para os trilhos chegarem em Cuiabá e seguirem para Lucas do Rio Verde e Nova Mutum. E nós vamos cobrar esse contrato. “É um contrato de concessão. E tem cláusulas muito bem estabelecidas. Nós fizemos um bom contrato em nome do povo mato-grossense”, disse o governador.

“Nós precisamos de ferrovias. Nós estamos aumentando a nossa produção. Nós colocamos, nos últimos sete anos em Mato Grosso, o equivalente ao Estado do Paraná”, destacou o governador.

“A ferrovia está chegando e tem espaço para subir aí. Nós temos um contrato. Nós vamos cobrar a Rumo para fazer. Até Cuiabá e até Lucas do Rio Verde”, garantiu PIvetta.

O governador demonstrou sensibilidade em relação às dificuldades da Rumo. Ele citou o aumento drástico nas taxas de juros do mercado, que saltaram de um cenário de 4% ao ano (quando o contrato foi assinado) para cerca de 15% ao ano atualmente.

Apesar do cenário macroeconômico adverso, o governo estadual se comprometeu a manter o diálogo e atuar de forma flexível para viabilizar as metas fiscais e operacionais sem quebrar o acordo de concessão.

O projeto representa a primeira ferrovia estadual do Brasil executada por meio de autorização privada. O plano global prevê 740 quilômetros de trilhos. O traçado conectará Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, cruzando 16 municípios e integrando o ramal direto para Cuiabá.

O avanço definitivo para os novos trechos e para a capital dependerá do avanço dos fluxos de caixa da concessionária e do andamento das licenças ambientais junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

 

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