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Governador promete colocar BRT em operação até o fim do ano e diz que 2° trecho será entregue em até 12 meses

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O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que o sistema de BRT (Bus Rapid Transit) deve começar a operar até o fim deste ano entre o Aeroporto Marechal Rondon e a região do CPA, em Cuiabá. Ele também respondeu às críticas sobre o andamento das obras, atribuiu os atrasos à empresa contratada na primeira fase do projeto e apresentou um cronograma para a expansão do modal.

Segundo Pivetta, a construção dos terminais está em andamento e o edital para a compra dos ônibus elétricos deve ser publicado até meados em julho. A expectativa, de acordo com ele, é que os veículos iniciem a operação ainda em 2026.

O governador também informou que a Agência Metropolitana será reestruturada para administrar o funcionamento do sistema de transporte coletivo. Ao ser questionado se esse cronograma representa um compromisso de campanha, Pivetta afirmou que assume pessoalmente a responsabilidade pelo cumprimento da promessa.

“É um compromisso do Otaviano Pivetta. Empenho minha palavra, meu histórico e minha honra para cumprir esse compromisso”, declarou.

O segundo trecho do BRT

O governador também anunciou que o segundo trecho do BRT, entre a região central de Cuiabá e o Coxipó, pela Avenida Fernando Corrêa da Costa, deverá ser concluído em até 12 meses. Segundo ele, o governo já trabalha na elaboração dos projetos e na preparação do edital de licitação.

“A Fernando Corrêa nós já estamos trabalhando nos projetos e no edital. Nós queremos fazer em um ano, 12 meses, do dia que começa até o dia que entrega”, afirmou.

O governador disse ainda que a próxima licitação terá regras mais rígidas para evitar problemas semelhantes aos enfrentados na primeira etapa.

Estado atribui atrasos à empresa contratada

Pivetta voltou a afirmar que os atrasos na implantação do BRT ocorreram após dificuldades enfrentadas pela empresa vencedora da primeira licitação. Segundo ele, a construtora cumpria todos os requisitos técnicos e legais exigidos no processo, mas passou a enfrentar problemas financeiros durante a execução das obras.

“A empresa tinha um currículo muito bom, cumpriu todos os requisitos legais, mas entrou em dificuldade e começou a marcha lenta. Nós começamos a notificar”, disse.

De acordo com o governador, o Estado optou por negociar a saída da empresa para evitar que o caso fosse parar na Justiça e mantivesse as obras paralisadas por mais tempo.

Governador volta a criticar projeto do VLT

Pivetta também voltou a criticar o antigo projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), iniciado para atender à Copa do Mundo de 2014.

Segundo ele, a obra foi planejada de forma inadequada e acabou sendo substituída pelo BRT após a atual gestão considerar o modal inviável.

Obras do BRT em Cuiabá. — Foto: Reprodução
Obras do BRT em Cuiabá. — Foto: Reprodução

Parque Novo Mato Grosso

Pivetta também respondeu às críticas sobre a construção do Parque Novo Mato Grosso, alvo de questionamentos diante do atraso das obras do BRT. Ele negou que exista relação entre os dois projetos e afirmou que possuem contratos e orçamentos independentes. Segundo o governador, o parque será um espaço voltado ao esporte, lazer e realização de eventos, beneficiando moradores de Cuiabá, Várzea Grande e de todo o estado.

O complexo permitirá a realização de competições nacionais e internacionais e ampliará o acesso da população a esse tipo de evento.

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