“Cuiabá cresceu, bairros surgiram, loteamentos foram implantados e a população aumentou. Mas nada, na prática.” Foi com esse alerta que a vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariede) defendeu, na sessão desta terça-feira (30), uma revisão urgente do contrato da Águas Cuiabá para adequar os serviços de abastecimento e esgotamento sanitário à realidade atual da capital.
Na tribuna da Câmara Municipal, Baixinha fez um apelo ao prefeito Abílio Brunini (PL), à concessionária Águas Cuiabá, à agência de fiscalização Cuiabá Regula e aos órgãos competentes para que discutam um novo aditivo ou revisão contratual, já que o acordo firmado em 2012, segundo ela, não atende mais às demandas da cidade.
Durante o pronunciamento, a parlamentar destacou que o crescimento populacional e a expansão urbana de Cuiabá não foram acompanhados pelos investimentos necessários em infraestrutura sanitária.
“Não podemos aceitar conviver diariamente com esgoto a céu aberto, ruas sem rede coletora e bairros inteiros aguardando infraestrutura básica. Isso não representa dignidade e muito menos desenvolvimento para Cuiabá”, afirmou.
Baixinha também criticou a repetição dos debates sobre tarifas sem que soluções concretas sejam apresentadas para resolver os problemas enfrentados pela população.
“Ficar discutindo toda semana que está caro não resolve. Precisamos sentar, revisar esse contrato e enxergar a Cuiabá de hoje”, declarou.
A região Sul da capital voltou a ser citada pela vereadora como uma das áreas mais afetadas pela falta de rede de esgoto. Segundo ela, moradores convivem há anos com a ausência de investimentos essenciais.
“Já cansei de falar que nossa região Sul não tem esgoto. Precisamos ouvir quem está na ponta e conhece a necessidade dos bairros”, pontuou.
Ao encerrar a fala, Baixinha defendeu união entre Prefeitura, órgãos reguladores e fiscalização para garantir melhorias no saneamento básico e mais qualidade de vida para os cuiabanos.
“Quem paga a conta é a população. E a população merece um serviço justo, eficiente e uma Cuiabá com dignidade”, concluiu.



