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Mendes nega traição ao União por apoio a Pivetta: “Opção política” I Mato Grosso

O ex-governador e presidente do União Brasil em Mato Grosso, Mauro Mendes, aproveitou o palanque da convenção partidária para responder de forma contundente às críticas sobre os rumos da sigla nas eleições majoritárias.

Pré-candidato ao Senado, Mendes rebateu as declarações de seu ex-líder na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Dilmar Dal’Bosco, que havia classificado como “traição” a manobra para não lançar candidatura própria ao Governo do Estado em prol do apoio ao projeto de Otaviano Pivetta (Republicanos).

Durante seu discurso, o dirigente partidário rechaçou a pecha de deslealdade e argumentou que a composição com outras legendas faz parte da essência democrática e da flexibilidade eleitoral do grupo. “O nosso partido, desde lá de trás, historicamente, por várias e várias vezes decidiu apoiar candidatos de outros partidos. Eu não faria isso, não trairia o partido”, garantiu Mendes, buscando neutralizar o clima de hostilidade entre os convencionais.

Para o ex-governador, a divergência sobre a tática eleitoral deve ser tratada estritamente no campo das estratégias, sem ataques que questionem o caráter ou a fidelidade dos correligionários. “Não é salutar dizer que quem está apoiando a proposta de coligar com outros é traição. Isso é opção política”, frisou o pré-candidato, defendendo a legitimidade da ala que advoga pela manutenção e ampliação da atual base governista.

A fim de embasar seu posicionamento e justificar que a sigla não perde sua identidade ao ceder a cabeça de chapa para o Republicanos, Mendes recorreu à memória política das raízes da agremiação. “Estou dando um dado histórico, desde o PFL, Arena, por várias vezes fizemos a opção de apoiar outras agremiações partidárias”, pontuou, lembrando que o pragmatismo em alianças sempre guiou as grandes decisões do partido.

O embate público reflete a queda de braço interna no União Brasil nesta fase decisiva do calendário eleitoral. Enquanto um grupo de lideranças defende o protagonismo e cobra candidatura própria ao Palácio Paiaguás, Mauro Mendes se consolida como o principal articulador da aliança em torno de Pivetta, apostando na força da coligação para garantir competitividade na disputa pelo Governo e pelas vagas no Senado Federal.

 

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