Empresário colocou em dúvidas a capacidade do candidato do PL ao Governo de honrar compromissos
O candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), mudou o nome que irá compor sua chapa majoritária na disputa pelo Palácio Paiaguás. Marcelo Maluf (Novo), que havia sido anunciado como vice, foi retirado da composição e substituído por Alencar Farina, também filiado ao PL.
A mudança consta na ata da convenção partidária e foi aprovada por unanimidade. O documento formaliza ainda a coligação para as eleições majoritárias, reunindo PL, MDB, Novo, PRD e Democracia Cristã.
Conforme apurado, a movimentação, feita na surdina, sem nenhuma conversa com o Novo, só foi comunicada perante ata à Justiça Eleitoral. De acordo com o PL, os convencionais aprovaram, por unanimidade, o nome de Alencar Farina para ocupar a vaga.
Farina disputará a eleição com o PL de legenda, tornando chapa pura na disputa. A reportagem também apurou que, na manhã desta sexta-feira (7), Wellington, Marcelo e dirigentes dos dois partidos se reuniram para entender a decisão unilateral.
Além de definir a composição da chapa, o PL formalizou a coligação com MDB, Novo, PRD e Democracia Cristã para a eleição majoritária.
Malluf havia sido apresentado anteriormente como o nome do Novo para ocupar a vice de Fagundes. A alteração ocorre após as movimentações das últimas semanas para fechar a composição definitiva do palanque.
Com a mudança, o PL passa a ocupar tanto a cabeça da chapa quanto a vice, enquanto os demais partidos integrantes da aliança participam da composição majoritária.
A chapa ainda terá como um dos principais desafios conciliar os diferentes grupos políticos reunidos no palanque de Fagundes durante a campanha.
Leia na íntegra:
“NOTA À IMPRENSA
Política se faz com responsabilidade, compromisso, seriedade e, sobretudo, palavra. Infelizmente, o senador Wellington Fagundes e o Partido Liberal de Mato Grosso demonstraram enorme dificuldade em compreender o significado desses princípios – o que só contribui para apodrecer a boa política.
Aceitei o convite para integrar, como candidato a vice-governador, a chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes. A decisão não foi fruto de uma conversa informal ou de uma possibilidade lançada ao acaso. Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.
A partir dessa decisão, compromissos foram assumidos, pessoas foram mobilizadas, estratégias foram definidas e todo um projeto de campanha começou a ser estruturado. Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.
Hoje fui comunicado pelo senador Wellington Fagundes de que outro nome será indicado para ocupar a vaga de vice.
Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.
Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado. Não é possível pedir confiança a mais de três milhões de mato-grossenses quando não se consegue honrar compromissos assumidos dentro da própria casa.
O que ocorreu comigo representa uma falta de respeito não apenas pessoal, mas política. Um projeto foi prejudicado, pessoas que acreditaram nele foram desconsideradas e compromissos formalmente construídos foram simplesmente descartados.
Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento.
Mato Grosso merece uma política feita com seriedade, previsibilidade e respeito. Quem muda compromissos conforme as conveniências do momento precisa explicar à sociedade por que sua palavra de hoje deverá merecer confiança amanhã.
Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.
Marcelo Maluf”



