Pagar a conta do almoço ou da bebida com um toque na tela do celular deixou de ser exceção e passou a ser regra no Brasil. Cada vez mais presentes no balcão e no salão, as transferências via Pix já garantem mais de 1 em cada 5 vendas presenciais nos bares e restaurantes brasileiros, sepultando de vez o uso do dinheiro em nota.
Dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) mostram que a modalidade saltou de 16,5% para 20,5% das transações, conquistando espaço principalmente nos pequenos estabelecimentos e nas redes de refeição rápida.
O ranking dos meios de pagamento nos estabelecimentos
Apesar do avanço veloz do Pix, o cartão de crédito ainda mantém a liderança no consumo presencial:
- 1º Lugar – Cartão de Crédito: Lidera com 41,5% das vendas.
- 2º Lugar – Cartão de Débito: Representa 25,1% do faturamento.
- 3º Lugar – Pix: Ocupa 20,5% das transações (em expansão).
- 4º Lugar – Dinheiro em Espécie: Caiu para apenas 8,3% do total.
- Outros: Vouchers (vales) somam 4,6% e cheques representam menos de 1%.
Onde e como o Pix é mais utilizado
A preferência pelo Pix varia bastante conforme o tamanho do negócio, o modelo do estabelecimento e a região do país:
- Por tamanho do negócio: Fortíssimo nos microestabelecimentos. Chega a 30,4% das vendas nas empresas que faturam até R$ 130 mil/ano, caindo para a faixa de 14,9% a 17,5% em grandes casas (faturamento acima de R$ 1 milhão).
- Por tipo de serviço: Lidera nas lanchonetes e fast-foods (24,6%), seguidos por restaurantes especializados (21%), bares/casas noturnas (19,9%) e restaurantes de refeição completa (17%).
- Por região: No Norte (29,8%) e no Nordeste (24,2%), o Pix já ultrapassou a participação do cartão de débito. No Sudeste (18,1%), Centro-Oeste (17,9%) e Sul (16,5%), ele aparece consolidado na terceira posição.
O fim da era do dinheiro vivo
Com a popularização da tecnologia, a circulação de papel-moeda caiu para menos de 11% em todas as regiões brasileiras. Para a Abrasel, o cenário reflete uma mudança sem volta nos hábitos do consumidor, trazendo mais segurança, agilidade no atendimento e economia com taxas bancárias para os comerciantes.
*Sob supervisão de Gene Lannes
Fonte: Agência Brasil



