Em encontro com atletas, candidata a deputada federal reforça defesa de políticas públicas para pessoas com deficiência e destaca expansão do modelo desenvolvido em Mato Grosso
A experiência do Jiujitsu Paradesportivo desenvolvida em Barra do Garças foi destaque durante encontro entre atletas da modalidade e Virginia Mendes, candidata a deputada federal. A atividade reuniu atletas, familiares e representantes do setor para falar sobre inclusão, esporte, autonomia e a importância de políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência.
Virginia Mendes mantém relação institucional com o Parajiu-Jitsu e recebeu os títulos de Embaixadora Mundial do Jiujitsu itsu Paradesportivo e Madrinha Nacional da Federação Brasileira de Jiu-Jitsu Paradesportivo (FBJJP).
Durante o encontro, ela falou sobre sua aproximação com os atletas e lembrou o impacto que conheceu desde os primeiros contatos com o projeto.

“É uma honra ser embaixadora mundial do Parajiu-Jitsu. Meu coração sempre bateu muito forte. A primeira vez que vim conhecê-los, fiquei muito emocionada. Eu lembro do João, que tinha dificuldade na fala e agora está falando super bem. Desde o primeiro dia em que estive aqui, eu abracei essa causa e a gente conseguiu chegar longe”, afirmou Virginia.
Segundo ela, a participação em competições e eventos contribuiu para dar visibilidade ao trabalho desenvolvido pelos atletas.
“Graças ao Mauro, que me ajudou muito, conseguimos levá-los a importantes competições e mostrar o trabalho que eles desenvolvem”, acrescentou.
Inclusão além do esporte
Para Elcirley Luz, representante do Parajiujitsu tsu, a atuação de Virginia Mendes ajudou a ampliar a visibilidade do trabalho desenvolvido em Mato Grosso. “Virginia Mendes fez um trabalho belíssimo para as pessoas com deficiência, não apenas em Barra do Garças, mas pelo Mato Grosso, pelo Brasil e também pelo mundo”, afirmou.
Elcirley destacou que o trabalho desenvolvido no Estado passou a chamar a atenção de iniciativas internacionais relacionadas ao esporte adaptado e à reabilitação de pessoas com deficiência.
Segundo ele, a modalidade alcançou referência em 46 países e esteve presente em atividades realizadas em diferentes partes do mundo. Ele também citou a repercussão do Parajiujitsu no Parlamento Inglês e iniciativas relacionadas ao atendimento de pessoas amputadas em decorrência da guerra na Ucrânia.
“Se tornar embaixadora dessa categoria e ser tema numa Corte de Lords não é para qualquer um. Em plena guerra na Ucrânia conseguimos ativar um protocolo chamado ‘Protocolo Virginia Mendes’ para atender pessoas amputadas na guerra. Essas pessoas são atendidas hoje e têm acesso à reabilitação”, relatou.
Durante o encontro, Elcirley entregou a Virginia Mendes uma lembrança em nome da Federação Internacional do Parajiu-Jitsu, em reconhecimento à contribuição para a divulgação da modalidade.
Experiência de Barra do Garças
O modelo desenvolvido em Barra do Garças reúne esporte, inclusão social, capacitação de profissionais e participação de diferentes instituições. A proposta é utilizar o esporte como ferramenta para estimular autonomia, autoestima, disciplina, convivência e qualidade de vida.
De acordo com informações apresentadas durante o encontro, cerca de 150 pessoas participam diretamente desse ecossistema, que contempla 29 classes funcionais para pessoas com diferentes tipos de deficiência.
Elcirley também destacou a dimensão social do trabalho no município. “Somente em Barra do Garças são 1.500 famílias que, de uma forma ou outra, são beneficiadas pelos programas”, afirmou.
Ele também chamou atenção para a continuidade de programas desenvolvidos com participação da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) e da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc). “Temos um programa que a Secel e a Setasc atendem, que acaba agora em setembro. Vamos procurar saber como manter esse trabalho, porque esse programa não pode acabar”, disse.
Mato Grosso no cenário internacional
A experiência de Barra do Garças também ganhou projeção fora do Estado. Atletas e representantes do Parajiu-Jitsu participaram de atividades e eventos no Rio de Janeiro, Brasília, Grécia, Abu Dhabi, Tailândia, China e outros locais.
Elcirley destacou a presença de Virginia Mendes e de sua equipe em parte dessa trajetória. “Virginia esteve com a gente no Rio de Janeiro, em Brasília, na Grécia, em Abu Dhabi e também mandou a equipe dela para a Tailândia nos acompanhar”, afirmou.
Segundo ele, a primeira lei que reconheceu o Parajiu-Jitsu como de utilidade pública foi aprovada em Barra do Garças, o que, na avaliação do representante da modalidade, demonstra a importância que o município passou a ter na história do esporte adaptado.
Proposta de ampliar a experiência
A partir da experiência construída em Barra do Garças, Virginia Mendes defende que iniciativas semelhantes possam ser desenvolvidas em outros municípios, respeitando as características e as competências de cada local.
A proposta envolve a formação de professores e instrutores, criação de turmas inclusivas, acompanhamento dos resultados e integração entre poder público, universidades, profissionais da saúde, empresas e sociedade.
Para Virginia Mendes, o esporte pode ser uma ferramenta concreta para ampliar a participação social das pessoas com deficiência. “O que estamos construindo é uma oportunidade para que essas pessoas tenham autonomia, tenham voz e possam mostrar tudo aquilo que são capazes de fazer”, afirmou.
Famílias também fazem parte do processo
Além dos atletas, o trabalho envolve familiares e profissionais de diferentes áreas. A proposta é que o ambiente esportivo contribua também para fortalecer vínculos e ampliar a participação das pessoas com deficiência na comunidade.
Elcirley ressaltou a trajetória de atletas que cresceram dentro do projeto.“Temos hoje meninas que cresceram dentro do Parajiu-Jitsu. É muito importante saber que muitas vidas já foram impactadas”, afirmou.
A deputada estadual Gisela Simona também participou do encontro e destacou a atuação de Virginia Mendes na área social. “A Virginia é essa mulher de coração gigante. Fez muito e vai continuar fazendo por Mato Grosso, e a gente só tem orgulho de ter uma mato-grossense com esse coração tão grande”, declarou.
A experiência apresentada em Barra do Garças reforça o potencial do esporte como instrumento de inclusão e desenvolvimento humano. Para Virginia Mendes, o desafio é ampliar as oportunidades e transformar experiências que já apresentam resultados em referências para novas iniciativas.
“Mais do que uma competição, o que estamos construindo é uma oportunidade para que essas pessoas tenham autonomia, tenham voz e possam mostrar tudo aquilo que são capazes de fazer”, concluiu.



