O aumento nas vendas do comércio e a entrada em vigor de novas cobranças de impostos voltaram a encher os cofres da União. A Receita Federal arrecadou R$ 289,3 bilhões em julho de 2026, estabelecendo o maior valor da história para o mês. Na prática, o resultado mostra a força da atividade econômica do país, mas também reflete o impacto direto do aumento da carga tributária no bolso dos cidadãos e das empresas.
Descontando a inflação, o avanço foi de 8,97% em comparação com julho do ano passado. No acumulado dos primeiros sete meses do ano, o Fisco já soma R$ 1,876 trilhão arrecadados, alta real de 6,98%.
O que mais puxou o crescimento da arrecadação
- Aumento no consumo: maior volume de vendas alavancou o recolhimento de PIS e Cofins (impostos sobre o faturamento de empresas).
- Previdência em alta: crescimento na arrecadação da contribuição para a Previdência Social.
- Tributação sobre investimentos: disparada na arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital.
- Lucro corporativo: avanço forte no recolhimento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
Novos impostos sustentam sequência de recordes
A disparada nas receitas federais é fruto direto de uma série de medidas aprovadas para tentar equilibrar as contas do governo. Desde o ano passado, a cobrança de tributos foi ampliada sobre operações financeiras (IOF), apostas esportivas de quota fixa (bets) e empresas de tecnologia financeira (fintechs).
*Sob supervisão de Gene Lannes
Fonte: Agência Brasil



