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Abilio Brunini pede desculpas a deputada federal Érika Hilton por fala durante CPMI do 8 de Janeiro

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), pediu desculpas publicamente à deputada federal Érika Hilton (Psol-SP) por uma fala atribuída a ele durante uma sessão da CPMI que investigou os ataques de 8 de Janeiro. A retratação foi publicada nas redes sociais nesta segunda-feira (28) e faz parte das condições de uma transação penal proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para encerrar o caso.

Na publicação, Abilio reconheceu que sua conduta durante a sessão, realizada em julho de 2023, foi inadequada e desrespeitosa. Na época, ele era deputado federal e participava da comissão como suplente. O episódio ocorreu em 11 de julho de 2023, durante a 8ª reunião da CPMI. A sessão foi marcada por discussões entre os parlamentares.

Durante um dos embates, Érika Hilton criticou a atuação de Abilio na comissão e afirmou que ele costumava tumultuar os trabalhos. Ao se dirigir ao então deputado, disse que ele deveria procurar “tratar sua carência em outro espaço”.

Pedido de desculpas público realizado pelo Prefeito Abilio Brunini nas redes sociais — Foto: Redes Sociais/Abilio Brunini
Pedido de desculpas público realizado pelo Prefeito Abilio Brunini nas redes sociais — Foto: Redes Sociais/Abilio Brunini

Segundo parlamentares que estavam próximos de Abilio, ele respondeu, com o microfone desligado: “Por que, tá precisando de serviço?”. A frase não ficou registrada no sistema oficial de áudio da comissão, mas foi atribuída ao parlamentar por pessoas que estavam na sessão.

A declaração foi interpretada por integrantes da CPMI como uma referência à prostituição e provocou reação de outros parlamentares. O senador Rogério Carvalho (PT-SE) acusou Abilio de fazer uma manifestação homofóbica e pediu que ele fosse retirado do plenário. A presidência da comissão determinou que a Polícia Legislativa apurasse o episódio.

Érika Hilton afirmou, na ocasião, que a fala era preconceituosa e discriminatória e que reforçava estigmas historicamente associados às mulheres trans.

Na época, Abilio negou ter feito uma ofensa de caráter homofóbico ou transfóbico. O então deputado afirmou que havia reagido às provocações feitas durante a sessão e também questionou a autenticidade dos vídeos divulgados sobre o episódio, alegando que poderiam ter sido editados.

O caso teve consequências em diferentes instâncias. Na Câmara dos Deputados, uma representação apresentada contra Abilio no Conselho de Ética acabou arquivada.

Na esfera criminal, porém, a PGR apresentou, em dezembro de 2024, uma denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o então parlamentar. A acusação foi de injúria e teve como base a frase atribuída a Abilio durante a reunião da CPMI. O processo foi distribuído à ministra Cármen Lúcia.

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