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Comércio e serviços sustentam o emprego em MT e reúnem 60% das contratações do ano – O Mato Grosso

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Mato Grosso encerrou agosto com saldo positivo de 165 empregos com carteira assinada, resultado de 53.568 admissões e 53.403 desligamentos, segundo dados do Novo Caged divulgados nesta terça-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado ficou no azul graças ao comércio e aos serviços: juntos, os dois setores somaram 1.278 vagas no mês, enquanto os demais setores fecharam, somados, 1.113 postos. A análise é do Núcleo de Estudos Econômicos da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso (FCDL-MT).

Serviços foi o único grande setor com saldo positivo em agosto, com 1.636 vagas. O comércio fechou o mês com leve saldo negativo, de 358 postos, mas realizou 14.160 contratações, o segundo maior volume entre os setores. Somados, comércio e serviços responderam por 63% de todas as admissões do estado no mês. A agropecuária (−681) e a indústria (−424) reduziram quadro, e a construção ficou praticamente estável (−7).

Na comparação com julho, quando o estado gerou 5.766 vagas, a desaceleração veio do campo e da indústria. Comércio e serviços seguiram na direção contrária e ampliaram o saldo conjunto de 1.103 para 1.278 vagas, alta de 16%. Em agosto de 2025, o estado havia aberto 2.817 vagas, com destaque para a construção (894) e a indústria (614).

No acumulado de janeiro a agosto, Mato Grosso gerou 37.672 empregos formais, ante 54.691 no mesmo período de 2025. A redução do saldo se explica principalmente pelo aumento dos desligamentos, que subiram 2,6%, enquanto as admissões ficaram praticamente estáveis, em 475.196 (−1,3%). O estoque de empregos formais do estado cresceu 3,98% no ano, acima da média nacional, de 2,41%.

Comércio e serviços resistiram melhor que o restante da economia. Juntos, realizaram 283.594 contratações no ano, 0,6% a mais que em 2025 e quase 60% de todas as admissões do estado, e somaram saldo de 18.676 vagas. A queda do saldo dos dois setores foi de 23%, contra 37,5% nos demais, e a participação deles no saldo estadual subiu de 44% para quase 50%. Nos últimos 12 meses, 9 de cada 10 vínculos formais ganhos pelo estado vieram do comércio e dos serviços, que reúnem hoje 61% de todo o emprego com carteira assinada em Mato Grosso.

Em agosto, as mulheres responderam pelo saldo positivo do mês, com 913 vagas, e os jovens de até 24 anos somaram 1.979. No acumulado do ano, o saldo para quem tem até 24 anos chega a 26.623 vagas, 71% do total, e a faixa de até 17 anos, típica do jovem aprendiz e do primeiro emprego, cresceu em relação a 2025. O grupo ocupacional que mais contratou no estado foi o de trabalhadores dos serviços e vendedores do comércio em lojas e mercados, com 127.761 admissões até agosto, 2,2% a mais que no ano passado.

“Agosto mostrou, mais uma vez, a força do comércio e dos serviços em Mato Grosso. Num mês em que o campo e a indústria reduziram suas equipes, foram as lojas, os restaurantes, os escritórios e os prestadores de serviço que mantiveram o emprego no azul”, afirma o presidente da FCDL-MT, David Pintor. “E o dado que mais me anima é que, mesmo com os juros ainda altos, o comércio e os serviços, somados, contrataram este ano até mais do que em 2025. É um setor que confia no consumidor mato-grossense e que segue investindo em gente.”

Para Pintor, o protagonismo dos jovens e das mulheres em agosto é o retrato do papel do setor. “O comércio e os serviços são, para muita gente, a porta da primeira carteira assinada — e, para quem se dedica, o começo de uma carreira inteira. Ver os jovens e as mulheres liderando o saldo de empregos de agosto é motivo de orgulho para todos nós.”

Os números de agosto reforçam a projeção do Núcleo de Estudos Econômicos para a temporada de fim de ano, divulgada na semana passada: entre 1,7 mil e 2,1 mil vagas em comércio e serviços de setembro a dezembro, com cerca de 1,2 mil delas temporárias, com carteira assinada, e pico de contratações em outubro e novembro. “Estamos entrando nos meses em que o comércio mais contrata, e a temporada começa com o mercado de trabalho aquecido e com empresas dispostas a abrir vagas”, diz o presidente. “Para quem procura trabalho, o recado é um só: a hora é agora.”

Fonte: Assessoria FCDL

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