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Eleições 2026: veja os temas e discussões que marcaram a disputa pelo governo de MT

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Segurança, saúde, infraestrutura e outros temas ligados aos principais desafios de Mato Grosso apareceram ao longo da campanha pelo governo do estado em 2026. Veja as propostas e agendas dos seis candidatos para mostrar quais assuntos ganharam espaço na disputa, quais problemas foram explorados e em quais regiões eles concentraram as campanhas.

Neste domingo (4), os eleitores poderão escolher entre os seguintes nomes (por ordem alfabética):

  • Doutora Natasha (PSD)
  • Mauricio Coelho (Mobiliza)
  • Otaviano Pivetta (Republicanos)
  • Rafaell Milas (Missão)
  • Sargento Laudicério (Agir)
  • Wellington Fagundes (PL)

🔎 Doutora Natasha (PSD), Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL) possuem representatividade no Congresso e ganharam mais destaque durante a cobertura eleitoral. Os três também tiveram os maiores embates públicos e lideram as pesquisas eleitorais.

No levantamento feito os seis candidatos apresentaram propostas para saúde pública, educação, segurança pública, infraestrutura e logística, proteção às mulheres, além de gestão e transparência.

Veja abaixo algumas das medidas apresentadas pelos seis candidatos para essas áreas:

 

Temas e prioridades mais abordadas

TEMASPROPOSTAS
Saúde Públicatransparência, fila única digital, regionalização, mutirões para cirurgias eletivas e telemedicina.
Educaçãoensino técnico, creches e educação em tempo integral.
Segurança Públicadesarticulação financeira do crime, fortalecimento das forças de segurança e delegacias 24 horas
Infraestrutura e Logísticapavimentação de estradas, manutenção de pontes, auditoria de obras, retomada de empreendimentos paralisados e incentivo para expansão de ferrovias.
Proteção à Mulherrede de proteção e delegacias 24h, monitoramento de medidas protetivas, autonomia econômica e habitacional.

Principais nomes na disputa

Ao longo da campanha Natasha, Pivetta e Wellington protagonizaram os principais embates entre os candidatos ao governo de Mato Grosso. As trocas de críticas apareceram tanto no horário eleitoral quanto nos debates, com discussões sobre gestão pública e temas ligados à trajetória dos adversários.

No último debate realizado pela TV Centro América na terça-feira (29), os três candidatos discutiram temas como sistema prisional, habitação, saúde, segurança pública e servidores. O encontro também foi marcado por acusações entre os concorrentes.

Um dos momentos de maior confronto ocorreu quando Natasha questionou Pivetta sobre uma suposta agressão contra a então companheira dele. Pivetta afirmou que havia sido inocentado e criticou a abordagem do assunto durante o debate. Na resposta, citou ações do governo voltadas ao combate à violência contra a mulher.

O mesmo tema levou o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) a determinar, até o fim da campanha, a suspensão do programa eleitoral de Natasha.

Outro eixo de confronto foi a política de incentivos fiscais. Wellington Fagundes e Pivetta trocaram críticas sobre benefícios concedidos a empresas ligadas aos dois candidatos.

O senador afirmou, em falas públicas e peças eleitorais, que empresas ligadas a Pivetta teriam recebido cerca de R$ 500 milhões em incentivos fiscais. Pivetta, por sua vez, questionou o adversário sobre benefícios fiscais recebidos por uma empresa que teria ligação com o filho do senador. O tema apareceu também no último debate e seguiu reverberando na mídia e campanhas.

  • Doutora Natasha (PSD)

 

Doutora Natasha (PSD) — Foto: g1
Doutora Natasha (PSD) — Foto: g1

Entre os temas que apareceram com mais frequência na campanha da Doutora Natasha estão saúde, educação e segurança pública. As propostas apresentadas foram divididas em sete frentes de atuação e organizadas em quatro grupos.

Entre as propostas apresentadas por Natasha está a criação das “Casas Regionais de Cuidado da Mulher”, espaços com atendimento 24 horas para reunir, em um só lugar, serviços como atendimento psicossocial, Delegacia da Mulher, Defensoria Pública e alojamento provisório. A proposta também prevê a presença de delegacias especializadas.

Nas redes sociais e ações de campanha, ela também abordou casos de feminicídio e violência doméstica registrados em Mato Grosso, além de questões relacionadas à saúde pública no estado. Segundo dados do DivulgaCand, Doutora Natasha declarou R$ 4.668.200 em recursos para a campanha, entre doações de pessoas físicas e repasses de partidos.

A candidata concentrou a maior parte das atividades de campanha na região metropolitana de Cuiabá, mas também participou de ações em Campo Verde, Alta Floresta, Sinop e Tangará da Serra ao longo da disputa.

  • Otaviano Pivetta (Republicanos)

 

Otaviano Pivetta (Republicanos) — Foto: Mayke Toscano
Otaviano Pivetta (Republicanos) — Foto: Mayke Toscano

Na campanha, o atual governador Otaviano Pivetta defendeu temas relacionados à infraestrutura de Mato Grosso, com destaque para obras de construção e entrega de rodovias, entre elas a entrega do BRT, modal de transporte que liga Cuiabá e Várzea Grande. A questão do abastecimento de água em Várzea Grande e a segurança pública também apareceram entre os assuntos tratados pelo candidato.

O plano de governo de Pivetta apresenta cinco eixos centrais, divididos em subgrupos de atuação. Entre as propostas estão programas que já estão em execução, como o Tolerância Zero, e um eixo específico voltado para a temática feminina, com ações de enfrentamento à violência contra a mulher com a expansão da Patrulha Maria da Penha e funcionamento de delegacias 24 horas.

Para a campanha, Pivetta recebeu R$ 7.523.230,35 em recursos, de acordo com dados do DivulgaCand, incluindo doações próprias, de pessoas físicas e repasses de partidos.

Na agenda pelo estado, Pivetta passou em cidades como Confresa, Sinop, Rondonópolis, Sorriso, Colíder, Nova Canaã do Norte, Ipiranga do Norte, Brasnorte, Sapezal e Campo Novo do Parecis.

  • Wellington Fagundes (PL)

 

Candidato Wellington Fagundes (PL) foi o primeiro a chegar para o debate — Foto: Giovanna Baiocco/g1
Candidato Wellington Fagundes (PL) foi o primeiro a chegar para o debate — Foto: Giovanna Baiocco/g1

Entre os temas abordados por Wellington Fagundes durante a campanha em suas redes sociais estiveram o transporte por BRT e a atualização do passivo da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos.

O plano de governo apresentado pelo candidato está organizado em 16 eixos principais, divididos em subgrupos por áreas temáticas. Entre as propostas estão a criação da Secretaria da Mulher, a atualização do passivo da RGA, o fortalecimento do polo industrial de Mato Grosso e a descentralização dos serviços de saúde.

Para financiar a campanha, o candidato declarou R$ 6.532.513,70 ao DivulgaCand. O valor reúne repasses partidários, recursos próprios e doações de pessoas física

Wellington Fagundes teve agendas em Tangará da Serra, Porto Alegre do Norte, Confresa, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Poxoréu e Sinop, além de Cuiabá e região.

O que pensam os outros candidatos

 

  • Mauricio Coelho (Mobiliza)

 

Mauricio Coelho (Mobiliza) — Foto: Reprodução
Mauricio Coelho (Mobiliza) — Foto: Reprodução

A campanha de Mauricio Coelho concentrou parte dos discursos e propostas em temas econômicos e administrativos da gestão estadual. Entre os assuntos abordados estão mudanças nas isenções fiscais, propostas relacionadas ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), o preojeto de Coelho prevê isenção para veículos flex, além da alterações no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre a energia elétrica, zerando o tributo no estado.

Para a disputa, Maurício Coelho declarou R$ 3.550 em recursos para a campanha, segundo dados do DivulgaCand. O valor veio de recursos próprios e de doações de pessoas físicas. Além de Cuiabá e região, o candidato participou de atividades de campanha em Rondonópolis, Tangará da Serra, Lucas do Rio Verde e Confresa.

  • Rafaell Milas (Missão)

 

Rafaell Milas (Missão) — Foto: Reprodução
Rafaell Milas (Missão) — Foto: Reprodução

Entre as propostas apresentadas por Rafaell Milas estão a redução de 30% dos cargos em comissão de livre nomeação e a reformulação do Portal da Transparência, com o objetivo de ampliar a divulgação de dados em tempo real.

O plano de governo também apresenta propostas relacionadas à infraestrutura e à logística, incluindo a ampliação da participação dos modais ferroviário e hidroviário, além de medidas voltadas para a segurança pública como a crianção do presidio estadual de segurança máxima “Inferno Pantaneiro”, na região de Cáceres.

A campanha de Rafaell Milas ficou concentrada principalmente em Cuiabá. Segundo dados informados pelo candidato ao DivulgaCand, a campanha contou com R$ 103.214 em recursos, provenientes de financiamento partidário, financiamento coletivo e doações próprias.

  • Sargento Laudicério (Agir)

 

Sargento Laudicério Machado (Agir) — Foto: Reprodução
Sargento Laudicério Machado (Agir) — Foto: Reprodução

O plano de governo de Sargento Laudicério está dividido em 12 eixos, organizados em três grupos centrais, com propostas voltadas para políticas sociais, serviço público, infraestrutura e agregação de valor à produção de Mato Grosso.

Entre as ações apresentadas pelo candidato estão a recomposição do efetivo policial e o fortalecimento da rede de hospitais regionais e dos serviços de saúde nas comunidades indígenas.

Durante a campanha, Sargento Laudicério concentrou a maior parte das atividades em Cuiabá. Ele informou no DivulgaCand ter disponível para a disputa o valor de R$ 65.099,01, proveniente de doações de pessoa física e recursos próprios.

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