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Marido diz que cirurgia era sonho de jovem de 24 anos: “Nunca fui a favor” I MT

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O marido de Lurdes Maria de Lima Pessoa Padilha, de 24 anos, que morreu durante uma cirurgia plástica em Cuiabá, afirmou que nunca foi a favor do procedimento, mas sabia que a jovem realizaria um sonho. Em uma homenagem publicada no Instagram, Juan Pablo Padilha lamentou a morte da mulher e falou sobre o vazio deixado por ela.

“Meu amor, essa cirurgia sempre foi o seu sonho, nunca fui a favor, mas sabia que você iria fazer, pois você sempre correu atrás e fez tudo que desejava, te admiro muito por isso”, escreveu.

Lurdes morreu na sexta-feira (16), após sofrer uma parada cardiorrespiratória durante uma cirurgia no Hospital Geral e Maternidade.

Lurdes Maria de Lima Pessoa Padilha, de 24 anos — Foto: Reprodução

Ela realizava procedimentos estéticos que incluíam a colocação de próteses mamárias e uma lipoescultura. O médico responsável pela cirurgia é Euller Gustavo Pompeu de Barros Gonçalves Preza.

Segundo as informações sobre o caso, a equipe médica tentou reanimá-la por cerca de duas horas, mas ela não resistiu. As circunstâncias que provocaram a parada cardiorrespiratória serão investigadas.

Lurdes e Juan Pablo tinham dois filhos pequenos. Na publicação, o marido também lamentou a ausência da companheira e a dificuldade de seguir a vida sem ela.

“Nada faz sentido sem você aqui, está um vazio gigante que nunca vai ser preenchido, eu te amo tanto”, declarou.

“Tínhamos tantos sonhos para realizar, meu amor, não sei o que fazer sem você aqui, nunca vou dar conta de cuidar das crianças igual a você, está tão difícil, por favor volta”, escreveu.

O velório de Lurdes Maria começa às 18h deste sábado (17), na Capela Jardins, sala Hortência, em Cuiabá. O sepultamento está previsto para domingo (18), com saída do cortejo às 15h.

 

CRM vai investigar

O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) informou que vai instaurar uma sindicância de ofício para apurar as circunstâncias do atendimento e da morte da jovem.

Em nota, o conselho lamentou o falecimento e afirmou que o procedimento tramitará sob sigilo, conforme a legislação. O órgão ressaltou que a abertura da sindicância é uma etapa de apuração e não representa condenação prévia do profissional envolvido, a quem são garantidos o direito à ampla defesa e ao contraditório.

 

O CRM-MT informou que seguirá acompanhando o caso e apurando os fatos.

Veja a publicação:

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