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Adolescente de MT alvo de operação e ataque a bomba ao show da Lady Gaga tem 15 anos e mora em Campo Novo dos Parecis

Um adolescente de 15 anos foi alvo da “Operação Fake Monster”, deflagrada nesse sábado (3) em Campo Novo do Parecis, a 397 km de Cuiabá e em cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. Ele é suspeito de integrar um grupo que disseminava discursos de ódio na internet, tendo como alvos crianças, adolescentes e pessoas LGBTQIA+.

A operação teve início depois que agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro e do Ministério da Justiça e Segurança Pública identificaram, nas redes sociais, uma ameaça de ataque com bomba durante o show da cantora Lady Gaga, na praia de Copacabana.

Os envolvidos planejavam utilizar explosivos improvisados, como coquetéis molotov e promoviam a radicalização de adolescentes, discursos de ódio, automutilação, pedofilia e a distribuição de conteúdos violentos nas redes.

  • A operação foi batizada de Fake Monster – os fãs de Lady Gaga se identificam como monstrinhos.

 

Adolescente de 15 anos foi alvo da “Operação Fake Monster”, deflagrada em Campo Novo do Parecis, — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso

Ao todo, nove pessoas foram alvo de busca e apreensão em Campo Novo do Parecis (MT); Rio, Niterói e Duque de Caxias (RJ); São Sebastião do Caí (RS); e Cotia, São Vicente e Vargem Grande Paulista (SP).

Segundo o delegado Alexandre Segreto, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão na casa do adolescente. No local, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, como celular e computador, que serão encaminhados à Delegacia da Polícia Civil do Rio de Janeiro para análise.

Polícia do RJ impede plano de ataque a bomba no show de Lady Gaga

Além da ação em Mato Grosso, um homem foi preso no Rio Grande do Sul por porte ilegal de arma, e um adolescente foi apreendido no Rio de Janeiro por armazenar pornografia infantil.

Grupo disseminava discurso de ódio; plano era desafio de rede social

 

O grupo disseminava discurso de ódio tinha como alvo preferencial crianças, adolescentes e o público LGBTQIA+.

Segundo as investigações, o plano era tratado como um desafio de rede social, e os envolvidos estavam recrutando participantes, inclusive adolescentes, para promover os ataques. A ideia era usar explosivos improvisados, como coquetéis molotov.

Participaram da ação Policiais civis da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da 19ª DP (Tijuca), e do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP)

O Noroeste

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