A adolescente Kethlyn Vitoria de Souza, de 15 anos, foi levada até o hospital pelo namorado, um médico de 29 anos. — Foto: Reprodução
A investigação sobre a morte Kethlyn Vitoria de Souza, de 15 anos, foi finalizada pela Polícia Civil, na última quarta-feira (14), e apresenta a cronologia dos fatos na noite do crime. O namorado de Kethlyn, o médico Bruno Felisberto do Nascimento Tomiello, de 29 anos, confessou ter efetuado o disparo que causou a morte da adolescente, no dia 3 de maio, em Guarantã do Norte, a 721 km de Cuiabá.
Bruno se entregou à polícia dois dias após o crime e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Em depoimento à polícia, ele disse que estava voltando para casa com a namorada após saírem para se divertir e que ambos estavam bêbados.
De acordo com as investigações, foram 33 minutos desde a saída do bar em que estavam até a declaração da morte de Kethlyn no hospital (veja a cronologia abaixo).
Bruno foi indiciado por feminicídio, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, disparo de arma de fogo, dirigir veículo sob a influência de álcool, entregar veículo automotor à pessoa não habilitada e servir bebida alcoólica a adolescente. Ele também vai responder por dano ao patrimônio público, por ter causado destruição no Hospital Regional durante o atendimento de Kethlyn.
O delegado Waner Neves explicou que foi descartado tiro acidental, como a defesa alegou, e ficou concluído que o médico não tinha intenção de matar, mas assumiu o risco ao “brincar” com a arma dentro do veículo, sem nenhuma segurança à vítima.
Com o montante das penas máximas pelos sete crimes citados, o médico poderá cumprir até 62 anos de prisão, em regime inicialmente fechado.
Um vídeo publicado nas redes sociais dias antes do homicídio mostra o médico brincando com uma arma de fogo ao lado de Kethlyn.
A Polícia Militar informou que Kethlyn foi levada até uma unidade de saúde do município pelo namorado, com ferimento de arma de fogo na cabeça. Segundo testemunhas, Bruno aparentava estar muito abalado.
A jovem foi atendida por uma equipe médica que tentou reanimá-la por cerca de 40 minutos, mas ela morreu no hospital. Ainda conforme testemunhas, ao constatar a morte da adolescente, Bruno ficou nervoso e tentou danificar alguns móveis do hospital, como janelas e portas.
Em depoimento à polícia, Bruno disse que no dia do ocorrido, Kethlyn sentou no colo dele para dirigir o carro em que os dois estavam e que, neste momento, ele estava com a arma na mão.
Ele relatou que tentou efetuar um disparo para fora no veículo, mas sem sucesso. Ao tentar verificar o que tinha dado errado, ocorreu o disparo acidental, que atingiu a cabeça de Kethlyn.
O caso é investigado como homicídio.
O relacionamento de Bruno e Kethlyn também será investigado. Caso a relação tenha iniciado enquanto a vítima tivesse menos de 14 anos, se enquadra como estupro de vulnerável. A vítima completou 15 anos no último dia 31 de março. A origem da arma utilizada por Bruno também será investigada.
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