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Após início de obras, Governo tem detalhamento preciso de rocha e decide pela construção de túnel no Portão do Inferno

Decisão foi tomada com base em estudos mais aprofundados, com tecnologia de detecção remota e ensaios geofísicos

O Governo de Mato Grosso decidiu implantar um túnel na região do Portão do Inferno, localizado na rodovia MT-251, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães. A decisão foi tomada com base em estudos mais aprofundados, viabilizados somente após o início das obras no local.

Atualmente, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) trabalha na elaboração do anteprojeto de engenharia, para realizar a licitação para contratação integrada de uma empresa. A expectativa é que o edital seja publicado em agosto deste ano.

A Sinfra-MT ressalta, que todas as intervenções já realizadas seriam necessárias independentemente da solução final adotada. As ações executadas foram fundamentais para estabilizar o talude e eliminar blocos rochosos que representavam alto risco aos usuários da rodovia.

A escolha pelo túnel representa uma solução com menor impacto social, paisagístico e operacional, além de preservar o entorno da rodovia e permitir a continuidade do tráfego durante a execução das obras.

A mudança no projeto original foi definida após a realização de sondagens geotécnicas, só possíveis com o avanço das obras. Os estudos incluíram levantamentos topográficos com tecnologia de detecção remota e ensaios geofísicos, possibilitando uma caracterização mais precisa da rocha no local.

A reavaliação da alternativa de engenharia também foi recomendada em pareceres técnicos emitidos pelo ICMBio e pelo Ibama.

Desde os desprendimentos rochosos e quedas de blocos ocorridas em dezembro de 2023, a Secretaria de Infraestrutura direcionou seus técnicos e consultorias para uma solução rápida em um momento de crise, para atendimento do risco iminente à vida e a infraestrutura local.

O Governo de Mato Grosso adotou medidas mitigadoras permanentes para garantir a segurança na região. Entre elas, destacam-se a instalação de barreiras dinâmicas e a remoção de grandes blocos de rocha instáveis, que reduziram significativamente o risco de acidentes.

A restrição à passagem de veículos pesados também contribuiu para o aumento da segurança na via, permitindo a adoção de uma solução mais duradoura, como o túnel, mesmo com um tempo de execução mais longo. Inicialmente, a opção pelo retaludamento foi considerada por permitir uma resposta mais rápida à população e à necessidade de restabelecer a normalidade no tráfego.

O Noroeste

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