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Abilio alerta para violência infantil ligada ao uso excessivo de telas e defende Programa

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), fez um alerta contundente sobre os impactos do uso excessivo da internet, redes sociais e jogos eletrônicos na formação de crianças e adolescentes. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa na manhã de quinta-feira (4), na sede da Prefeitura, ao comentar o Projeto de Lei do Programa Família Acolhedora.

“No Brasil, nós talvez estejamos vivendo hoje um dos piores momentos no sentido da violência contra as crianças e os adolescentes”, afirmou o prefeito, ao destacar a influência negativa que conteúdos digitais podem exercer. “A internet, a rede social, o YouTube, os jogos têm se tornado, muitas vezes, instrumentos de violência. Não só de práticas reais, mas de instruir a criança a ser violenta. A perder o seu caminho.”

Como exemplo, Abilio citou o caso recente de um adolescente que matou os pais e o irmão no Rio de Janeiro, após ser impedido de viajar para Mato Grosso para encontrar uma namorada virtual, moradora de Água Boa. “A gente viu recentemente um garoto que assassinou os pais e o irmão por causa de um relacionamento de internet do qual ele não deveria ter acesso”, destacou.

O prefeito também chamou atenção para um tipo de violência silenciosa, dentro de casa, quando pais se ausentam da educação dos filhos. “Muitas crianças hoje sofrem violências todos os dias dentro da sua casa quando o pai e a mãe se omitem de educar ou cuidar deles para ter um pouco de sossego e deixam eles no YouTube, consumindo conteúdos que muitas das vezes vão desconstruindo a sua personalidade ou construindo uma personalidade negativa”, acrescentou.

Abilio reforçou a importância do Programa Família Acolhedora, assassinada esta semana em Cuiabá, que prevê o acolhimento provisório de menores por famílias preparadas para cuidar deles.

Segundo ele, o projeto busca reduzir traumas e garantir mais dignidade às vítimas. O programa prevê um auxílio financeiro de R$ 2.227,00 por criança, destinado à alimentação, vestuário e materiais pedagógicos. “A convivência com uma família acolhedora pode ser determinante para a recuperação e o desenvolvimento dessas crianças”, disse o prefeito.

Abilio ressaltou ainda que as casas-lares da capital estão sobrecarregadas, e que o programa não substitui essas estruturas, mas amplia a capacidade de atendimento às crianças em situação de vulnerabilidade em Cuiabá.

O Noroeste

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