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Juca do Guaraná defende que escola quilombola de Barra do Bugres permaneça sob gestão do Estado

O deputado estadual Juca do Guaraná (MDB) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (16), para manifestar apoio à comunidade quilombola de Barra do Bugres na luta pela permanência da Escola Estadual José Mariano Bento. A unidade atende alunos do ensino infantil ao médio e é considerada símbolo de resistência e identidade cultural da comunidade.

“Essa escola não é apenas um prédio com salas de aula. Ela é símbolo de resistência, de história, de identidade. É o resultado de décadas de luta de uma comunidade que batalhou com dignidade para garantir educação de qualidade, do infantil ao ensino médio, para seus filhos e netos”, afirmou o parlamentar, durante seu pronunciamento.

A proposta de municipalização da escola, discutida recentemente pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), tem gerado forte mobilização da população local, que teme perdas pedagógicas e culturais com a mudança.

“A proposta de municipalização dessa escola é vista, com toda razão, como um retrocesso. Um risco real de perda da autonomia pedagógica, da continuidade do ensino médio e, acima de tudo, da preservação cultural de um povo que tem direito à sua memória e ao seu futuro”, disse o deputado.

O parlamentar informou que já se reuniu com o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, com o presidente da Câmara Municipal de Barra do Bugres, vereador Júnior Chaveiro, e com representantes da comunidade escolar. Segundo ele, ficou evidente o posicionamento contrário à municipalização por parte da população.

“Defendo que a escola continue sob responsabilidade do estado, com estrutura adequada, professores capacitados e respeito à sua função social”, reforçou.

Embora uma ação judicial sobre o tema já esteja em andamento, o deputado destacou que o Legislativo também precisa assumir sua responsabilidade nesse processo.

“Vamos ouvir quem vive essa realidade de perto e assegurar que nenhuma decisão seja tomada sem diálogo, sem sensibilidade e sem justiça”, completou.

Para Juca, a manutenção da Escola José Mariano Bento como unidade estadual é uma questão de respeito e compromisso com os direitos da comunidade quilombola.

“A voz da comunidade precisa ser respeitada. A Escola José Mariano Bento é nossa e queremos que ela continue estadual”, concluiu.

O Noroeste

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