Crimes contra pessoas LGBT+ aumentam em Mato Grosso — Foto: Divulgação/ Mythago Produções
O número de estupros contra pessoas LGBTQIAPN+, em Mato Grosso, teve um aumento de 800% no ano passado se comparado com 2023, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, divulgado na sexta-feira (25). O levantamento também mostra que o número de homicídios contra essas pessoas quase dobrou, no mesmo período.
Dados de violência registrados contra LGBTQIAPN+
| Tipo de crime | 2023 | 2024 | Variação |
| Homicídio | 7 | 13 | +85,7% |
| Estupro | 1 | 9 | +800% |
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP) criou um grupo especial para combater crimes de homofobia e transfobia. Segundo o tenente-coronel Ricardo Bueno, coordenador da força-tarefa, é preciso deixar de lado o comportamento homofóbico cultural dentro da sociedade.
“É necessário um esforço coletivo para a gente aprender a respeitar as diferenças e não vê a sexualidade ou as identidades como uma questão de inferioridade ou de incapacidade”, disse.
O Instituto Jejé de Oyá, ONG que atua em defesa da população LGBTQIAPN+, defende politicas públicas e apoia pessoas em vulnerabilidade. O presidente da ONG, Sávio De Brito Costa, o instituto oferece acompanhamento médico e psicológico para que essas pessoas possam se inserir no mercado de trabalho, ter autonomia e qualidade de vida.
“Esse projeto tem uma visão holística que não é só fazer acolhimento, mas também qualificar as pessoas, dar condição para que elas sejam inseridas no mercado de trabalho, ter a sua autonomia e ter qualidade de vida. Precisamos de políticas públicas que a sociedade e os políticos se envolvam nessas questões. Se não pensar em políticas públicas, vai continuar aumentando essa violência, essa discriminação, esse preconceito”, destacou.
O jovem Luccas Henry, que se identifica como pansexual e é ex-morador em situação de rua, relatou que foi vítima de assédio por três vezes e que hoje está em acompanhamento por meio de um programa social.
“Eu entrei no banheiro, cerca de dois ou três minutos depois, não mais que isso, uma pessoa entrou, começou a se olhar no espelho e ela percebeu pela fresta da porta que tinha alguém ali e mesmo assim abriu para ver quem estava ali, eu falei: você tá louca, e tentei puxar a porta para mim, mas ela abriu e foi uma situação muito ruim”, contou.
A artista trans, Josy Campos, contou que a arte foi sua salvação contra violência, inclusive dentro da família, onde a maioria das violências que sofreu veio pelo lado do pai, ainda quando criança.
“A gente é violentada sempre desde o psicológico. Se você é muito feminina, muito mulher, você sofre, por exemplo: não senta assim, não se comporta assim, isso não é jeito. Quando você cresce e se descobre uma mulher acaba sendo chamada de homem, então é uma transfobia, isso é estrutural, a gente é ensinado, infelizmente, na sociedade”, ressaltou.
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