Weliton Gomes Sousa Feitosa, 23 anos, foi assassinado em Sorriso (MT) após gesto supostamente relacionado a facções criminosas. — Foto: Reprodução
Um dos suspeitos de assassinar Weliton Gomes Sousa Feitosa, de 23 anos, com tiros na cabeça, após um gesto supostamente relacionado a uma facção criminosa, mandou a vítima apagar a foto com o “sinal”, pouco antes do crime, em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, nesse domingo (17), segundo a Polícia Militar.
Conforme o boletim de ocorrência, Weliton estava bebendo em casa quando quatro homens em duas motos chegaram, se identificaram como policiais, disseram estar à procura dele e, ao encontrá-lo, atiraram diversas vezes. O jovem morreu no local.
Uma amiga da vítima disse à Polícia Civil que, horas antes, os dois foram a um bar no período da tarde, jogaram sinuca e ingeriram bebidas alcoólicas, momento em que Weliton tirou uma foto fazendo o suposto sinal. Neste momento, um dos atiradores repreendeu Weliton, mesmo sem o conhecer, com a intenção de apagar o registro. Welinton excluiu a foto e saiu do local.
Momentos depois, os quatro suspeitos foram até a casa da vítima e cometeram o crime.
O atirador que abordou Weliton no bar foi preso e, nesta segunda-feira (18), a namorada dele também foi presa. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Bruno França, ela estava com o namorado no momento em que Weliton tirou a foto e também teria o forçado a apagar.
“A foto não tem menção à facção alguma, é uma foto comum, que na mente doente dessas pessoas, elas interpretam da forma que elas quiserem. A gente não pode querer culpar a vítima, a culpa é sempre dos criminosos”, afirmou o delegado.
Segundo a polícia, a vítima morava em Matupá (MT), mas estava em Sorriso, no norte do estado, desde o dia 16 de agosto. As investigações seguem em andamento para localizar os outros envolvidos no crime.
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