O júri popular da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande condenou Rafael Henrique Gonçalves Poloni a 16 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato de seu primo, Felipe Gonçalves da Silva. O crime aconteceu na noite de 1º de dezembro de 2020, nas proximidades da Escola Antônio Lino de Campos, no bairro Carrapicho.
De acordo com a acusação, Rafael atraiu a vítima até o local utilizando um perfil falso criado em rede social. Quando Felipe chegou, foi surpreendido com um disparo de arma de fogo na cabeça, que tirou sua vida imediatamente.
O conselho de sentença reconheceu que o crime foi cometido por motivo torpe, ligado a ciúmes da esposa de Rafael, e que houve uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foi comprovado que o réu planejou a emboscada pela internet para garantir a execução.
Além da condenação por homicídio qualificado, Rafael também foi sentenciado a dois anos de reclusão pelo porte ilegal de arma de fogo. As penas foram unificadas, resultando em 16 anos de prisão em regime fechado.
Durante o julgamento, a defesa tentou convencer os jurados a aceitarem a tese de homicídio privilegiado, alegando que Rafael teria agido movido por “relevante valor moral” e em “violenta emoção”. No entanto, o tribunal rejeitou os argumentos por maioria de votos, mantendo a acusação de homicídio qualificado.
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