Os proprietários da Fazenda Eliane Raquel e do Quinhão e a empresa F. Zimpel Ltda, responsáveis por manter 20 trabalhadores em condições análogas à escravidão, devem pagar R$ 1 milhão a título de compensação por danos morais coletivos. O grupo foi resgatado no último dia 15, em uma área isolada de Nova Maringá, a 392 km de Cuiabá.
O valor será destinado ao Projeto Ação Integrada – Mato Grosso (PAI-MT), o acordo prevê ainda o pagamento de todas as verbas salariais e rescisórias devidas, que somam R$ 418 mil. Os responsáveis também devem indenizar cada uma das vítimas em R$ 10 mil. O compromisso foi firmado por meio de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o MPT.
Segundo o MPT, os trabalhadores viviam em condições extremamente precárias, sem acesso adequado a alimentação, higiene ou moradia digna. Durante a operação de resgate, uma das vítimas relatou que o grupo se alimentava apenas de açaí, mandioca e patuá. Eventualmente, pescavam no rio da região para conseguir alguma proteína.
As vítimas também contaram que, para fugir do calor intenso, dormiam em meio à mata. A água consumida era retirada diretamente do rio, que também era usado como banheiro, em pontos diferentes da área.
Dos 20 trabalhadores, 16 estavam sem registro formal e recebiam apenas por produção, sem um salário fixo.
Segundo o MTE, o local onde os trabalhadores estavam era de difícil acesso, isolado e sem qualquer meio de transporte público ou particular disponível. A cidade mais próxima ficava a 120 km de distância, o que tornava ainda mais complicada qualquer tentativa de deslocamento.
Essa condição de isolamento geográfico, aliada à informação de que os trabalhadores não possuíam dinheiro ou recursos para deixar o local por conta própria, foi um dos principais fatores que caracterizou a situação como trabalho análogo à escravidão, já que, na prática, eles estavam impedidos de ir embora, mesmo que quisessem.
Quatro trabalhadores estavam confinados em um contêiner sem ar-condicionado, sem camas, roupas de cama ou armários. O ambiente era de extrema desordem e total falta de higiene, segundo a auditoria fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego.
⚠️ COMO DENUNCIAR? – Existe um canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão: é o Sistema Ipê, disponível pela internet. O denunciante não precisa se identificar, basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações.
A ideia é que a fiscalização possa, a partir dessas informações do denunciante, analisar se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e realizar as verificações no local.
O seu dinheiro deve render menos até o fim do ano. Em uma mudança de…
Vítima foi perseguida por dois suspeitos em uma motocicleta no bairro Serra Dourada, em Rondonópolis…
Organização do evento negou que Ricardo Castella tenha sido pisoteado pelo animal e afirmou que…
A retirada do secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo Padeiro, de uma convocação na Assembleia…
Elismar Saltiva Sales, de 47 anos, foi morta a tiros dentro da casa onde morava.…
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (15), a Operação Fugazi, com o objetivo de aprofundar…