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Governador: “Número nos envergonha; estamos fazendo o possível” sobre feminicidios em MT

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O governador Mauro Mendes (União) afirmou, nesta quinta-feira (25), que o Governo tem feito o máximo para reduzir o alto número de feminicídios em Mato Grosso, cujo índice, segundo ele, “envergonha” o Estado.

“Dentro daquilo que temos capacidade de operar, é isso que precisamos fazer: o máximo possível. E não tenho dúvida de que estamos fazendo o máximo. Hoje aqui é mais uma demonstração disso. Tudo o que for possível e estiver dentro do orçamento do Estado, nós estamos fazendo”, declarou.

A fala ocorreu durante a assinatura de um protocolo de intenções com o Ministério Público e o Poder Judiciário, que estabelece ações para fortalecer a prevenção e o enfrentamento da violência doméstica contra a mulher.

Mato Grosso lidera o ranking nacional de feminicídios pelo segundo ano consecutivo, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Em 2024, 47 mulheres foram assassinadas por motivação de gênero, representando a maior taxa proporcional do país. Em 2025, já são 39 casos.

Mendes revelou que a maioria dos feminicídios ocorridos nesta ano tinham como vítimas mulheres que não tinham medidas protetivas e talvez nunca tenham comunicado qualquer episódio de ameaça ou violência às autoridades.

“Em 2025, estamos com 39 assassinatos de mulheres. Um dado é que das 39, apenas 5 tinham medidas protetivas. Ou seja, 34 mulheres assassinadas talvez nunca tinham comunicado uma violência”, disse.

No evento, o Governo informou que todos os casos foram solucionados e que, com mudanças recentes na legislação, os responsáveis podem receber penas de até 40 anos de prisão.

Situação vergonhosa

Mendes também admitiu que a posição de Mato Grosso no ranking “envergonha” o Governo.

“Nos envergonha falar que Mato Grosso é o estado com o maior número de feminicídios. Nos envergonham tantas notícias ruins que saem. E o que é pior, além da sensação de impunidade, é perceber que muitos na sociedade brasileira perderam a capacidade de se indignar”, afirmou.

Vídeo:

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