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VÍDEO: garimpeiros que trocaram tiros com Ibama se escondiam em bunkers recheados de cerveja e cachaça em MT

Os garimpeiros que trocaram tiros com agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) usavam uma espécie de bunker para se esconderem dos policiais na Terra Indígena Sararé em Pontes e Lacerda, a 483 km de Cuiabá. (Veja vídeo abaixo).

Os criminosos têm ligação com Comando Vermelho e entraram em confronto com os agentes na última quinta-feira (25). Desde então, eles são procurados na região.

Durante as buscas pelos suspeitos no domingo (28), os policiais encontraram mais um acampamento em outro ponto de exploração ilegal.

As imagens feitas pelos agentes mostram um grande galpão embaixo da terra, com vários equipamentos, armas e o que mais chama atenção, diversas caixas com bebidas alcoólicas.

“Encontramos armamentos e vários tipos de mantimentos, equipamentos de apoio ao garimpo. Esse é um galpão usado pelos garimpeiros, com bebidas e água. Em diversas vezes que passamos por barracos assim não percebemos que embaixo do solo era condicionado tantos materiais, até bebidas alcoólicas, que acaba abastecendo o bar no garimpo em Sararé. Realmente é um esconderijo grande”, destaca um dos agentes.

Garimpeiros usavam bunkers para se esconderem de policiais em Sararé em MT — Foto: Ibama

Segundo a investigação, a facção criminosa se infiltrou no garimpo ilegal nos últimos dois anos.

Os agentes foram surpreendidos por disparos de fuzil pelos cinco suspeitos ao se aproximarem da aldeia central da etnia Nambikwara, na quinta-feira (25). Eles permaneciam no local para proteger os maquinários usados na extração ilegal de mineral no território.

No dia seguinte ao confronto, os agentes retornaram ao local e encontraram as armas e equipamentos usados pelos suspeitos, que enterraram os materiais na tentativa de encobrir o crime.

O local é chamado pelos suspeitos de Garimpo do 14, segundo os agentes. Há um ano, no mesmo lugar, outra equipe havia entrado em confronto com criminosos, e cinco morreram no local.

A operação coordenada pelo Ibama em parceria com Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Força Nacional, Gefron, Polícia Civil e Polícia Militar de Mato Grosso e Goiás cumpre uma determinação da Justiça Federal para expulsar os garimpeiros ilegais numa ação chamada de desintrusão, que não tem prazo para encerrar.

🔍 Desintrusão é um termo usado para explicar o processo de retirada de invasores de uma terra indígena demarcada e homologada. A operação é coordenada pelo governo federal junto com outras autoridades, como PF, Ibama e Funai.

Operação combate garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé em MT — Foto: Ibama

Sararé

A Terra Indígena Sararé é uma das mais devastadas do país. Dos 67 mil hectares, mais de três mil já foram devastados pela exploração ilegal de ouro.

Os agentes suspeitam que há cerca de dois mil garimpeiros e membros de organizações criminosas que atuam dentro do território indígena, o que gera conflitos armados.

Em quase dois meses de operação já foram destruídas na área mais de 160 escavadeiras, centenas de motores e estruturas diversas para suporte logístico das atividades ilegais.

Desde 2023, mais de 460 escavadeiras já foram neutralizadas durante ações de fiscalização em Sararé.

Força-tarefa combate garimpeiros ilegais em Sararé, terra indígena de MT mais devastada do país — Foto: Reprodução JN

VIDEO:

O Noroeste

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