A Polícia Civil descartou a hipótese de envolvimento dos pais do policial militar Raylton Mourão, preso pela morte da personal trainer Rozeli da Costa Nunes, no assassinato da vítima, cometido no dia 11 de setembro deste ano. A informação foi divulgada pelo delegado responsável pelo caso, Bruno Abreu, em entrevista à TV Centro América, nesta quarta-feira (1º).
Segundo o delegado, apesar de não terem tido participação direta no assassinato, os pais do militar estavam ajudando o filho a se proteger, assim como a esposa de Raylton, Aline Valandro Kounz, que teve o mandado de prisão temporária revogado pela Justiça, após ter sido ouvida pela polícia.
Na segunda-feira (29), a Polícia Civil ouviu os pais e um amigo de Raylton, que teve três mandados de busca e apreensão cumpridos contra ele, em Rosário Oeste, a 133 km de Cuiabá.
Agora, o caso segue sob investigação no inquérito policial que apura as circunstâncias do crime.
Rozeli foi morta com cerca de seis tiros dentro do próprio carro enquanto saía para trabalhar. A principal linha de investigação aponta que o crime foi motivado por uma disputa judicial envolvendo a vítima, o policial militar e a esposa dele, Aline Kounz, em razão de um acidente de trânsito.
Imagens de câmeras de segurança mostram o policial militar Raylton saindo da casa dele de moto na madrugada do dia em que Rozeli foi morta a tiros por um motociclista, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, e retornando a pé para a residência.
O PM também é investigado por outro crime na região. Ele teria atirado contra o portão de uma empresa na região metropolitana da capital, no dia 11 de agosto.
As imagens revelam que o PM deixou a própria residência, no Bairro São Simão, às 3h28 da madrugada do dia 11, conduzindo uma moto com as mesmas características da usada no crime.
Cerca de 40 minutos depois, por volta de 4h08, dois homens em uma motocicleta são flagrados circulando nas proximidades da casa de Rozeli. Em seguida, dois minutos depois, eles retornam ao mesmo ponto, o que chamou atenção dos investigadores.
Entre 6h e 6h20 da manhã, os suspeitos voltam a circular pela área, demonstrando que monitoravam a rotina de Rozeli. Às 6h25, o crime é executado e os autores fogem do local.
Rozeli deixou dois filhos, de 6 e 12 anos, e o marido, que é caminhoneiro e estava viajando a trabalho, em Sorriso, a 420 km da capital, quando o crime ocorreu.
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