O deputado estadual Wilson Santos (PSD) voltou a criticar o grande número de policiais militares lotados em gabinetes e órgãos públicos, defendendo que esses profissionais retornem ao policiamento ostensivo. Em entrevista concedida nesta quarta-feira (29), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o parlamentar afirmou que a medida ajudaria a reduzir os índices de criminalidade no estado.
Segundo o deputado, há mais de 600 policiais cedidos a diferentes instituições, incluindo cerca de 70 atuando dentro da própria Assembleia. “Talvez eu seja o único deputado que não tenha policial para me assessorar. Nunca tive segurança, e não teria coragem de requisitar um policial da ativa para cuidar de mim e da minha família”, afirmou.
Wilson Santos comentou o tema ao analisar o cenário da segurança pública no estado e os reflexos da megaoperação policial no Rio de Janeiro, que já contabiliza mais de 128 mortos. Para o parlamentar, a devolução dos militares cedidos aos batalhões permitiria reforçar o patrulhamento. “Se devolvêssemos esses policiais da Assembleia, do Ministério Público, do Tribunal de Justiça e do Tribunal de Contas, talvez o nível de insegurança fosse menor”, disse.
O deputado também criticou a condução das políticas estaduais de enfrentamento à violência, especialmente contra mulheres. De acordo com dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso, 45 mulheres foram vítimas de feminicídio neste ano — número próximo ao total de 2024, que registrou 47 mortes. “Vejo uma campanha dizendo que o Estado tem mão forte contra o feminicídio, mas só cresce o número de casos. É recorde atrás de recorde e eu só vejo propaganda”, afirmou o parlamentar.
A discussão sobre o efetivo policial tem mobilizado outros deputados na Assembleia. O parlamentar Elizeu Nascimento (PL) apontou recentemente que o número de militares da ativa permanece praticamente o mesmo há duas décadas, apesar de parte significativa da tropa estar prestes a se aposentar. Segundo ele, cerca de 1.300 candidatos aprovados em concurso aguardam convocação pelo governo estadual.
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