Um grupo de 268 médicos cooperados da Unimed Cuiabá protocolou nesta terça-feira um pedido formal para que a gestão convoque nas próximas 48 horas a Assembleia Geral Extraordinária que deliberará sobre a destituição dos membros da Diretoria Executiva e Conselho de Administração.
O movimento, que começou em abril deste ano, atende aos requisitos legais ao reunir mais de 20% do quadro social da entidade.
No protocolo, os cooperados informam que – caso o pedido não seja atendido em 48 horas – irão realizar a autoconvocação, que é a continuidade jurídica natural do ato de protocolo.
Pautas da Assembleia
Os cooperados solicitam que a AGE delibere exclusivamente sobre sete pontos:
Contexto do movimento
O movimento ganhou força ao longo do tempo, com discussões intensas entre os cooperados em grupos de WhatsApp, repercussão na imprensa local e fortes insatisfações com os rumos da Cooperativa.
A coleta de assinaturas foi feita de forma individualizada e cresceu progressivamente com o apoio de diversos médicos da cooperativa.
Segundo o pedido protocolado, a Unimed Cuiabá possui atualmente 1.271 cooperados, sendo necessárias 255 assinaturas para validar a convocação da assembleia. Os 268 cooperados signatários superam, portanto, o mínimo exigido pela Lei 5.764/71 (Lei do Cooperativismo) e pelo Estatuto Social da entidade.
Próximos passos
Os cooperados solicitaram que a assembleia seja convocada com 11 dias de antecedência, em dia útil (terça, quarta ou quinta-feira), com primeira convocação às 17h30, segunda às 18h30 e terceira às 19h30. Também requisitaram infraestrutura adequada, incluindo espaço físico apropriado, recursos audiovisuais e gravação dos trabalhos.
Caso o Diretor Presidente não atenda à convocação no prazo e nos termos estabelecidos, os cinco primeiros signatários do documento informaram que conduzirão pessoalmente os trabalhos da assembleia e tomarão as providências necessárias para sua realização.
Insatisfações
Estima-se que o número de insatisfeitos seja muito superior ao número de assinaturas, pois muitos cooperados têm receio em assinar, por temer perseguições econômicas e políticas.
Na história do cooperativismo, em todas as vezes que cooperados conseguiram atingir os 20% para convocar AGE de destituição, os mandatários foram destituídos.
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