A morte dos jovens recém-casados João Victor da Silva e Lavínia Eduarda Cichaseski, ambos de 20 anos, chocou os moradores da região desde a segunda-feira (12), quando o caso veio à tona em Sinop, a 503 km de Cuiabá.
A Polícia Civil ainda deve ouvir a família das vítimas como parte da investigação que busca esclarecer o que ocorreu dentro da casa onde apenas os dois jovens moravam.
Veja o que já se sabe sobre o caso:
Os corpos dos dois foram achados dentro do quarto em uma quitinete onde moravam, seminus, e um por cima do outro, segundo a polícia. Um ventilador estava ligado no local.
Não havia nenhum sinal de violência nos corpos ou na casa, conforme os policiais.
Uma grande quantidade de medicamentos e drogas foi encontrada na residência, sendo um estojo de caneta sem a tinta com vestígios de pó branco, além de várias seringas e remédios usados no tratamento de obesidade, de dor intensa, de ansiedade, de transtornos do pânico, dependência de opioides e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).
Os corpos foram sepultados na terça-feira (13).
A principal linha de investigação da Polícia Civil sobre as mortes é overdose. O delegado Bráulio Junqueira explicou que tudo indica que essa seria a hipótese mais provável.
“Foi como uma bomba. Eles possivelmente misturaram tudo [medicamentos e drogas] e aí tiveram a overdose. Tudo caminha para isso, mas vamos aguardar o laudo da perícia”, disse.
A perita criminal Camila Souza explicou que os dois estavam ausentes desde o último sábado (10). “Com eles havia múltiplos medicamentos”, contou.
Além disso, uma testemunha disse ao delegado que o jovem seria usuário de drogas há algum tempo, mas não deu mais detalhes.
Um exame de necropsia e toxicologia forense foi feito pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e segue em análise no laboratório, em Cuiabá.
O resultado está previsto para sair em até 10 dias.
Um perito consultado pela reportagem explicou que um dos corpos já estava em fase gasosa de decomposição e, por isso, a pele foi encontrada parcialmente desintegrada, conforme características descritas no boletim de ocorrência.
Contudo, apenas o exame forense pode determinar uma conclusão.
Um amigo do casal estava bebendo com eles na noite de sábado para domingo, na última vez visto juntos. Segundo ele, o casal decidiu ir para o quarto e, a partir desse momento, passou a manter contato com João apenas por mensagens.
Durante a conversa, os dois combinaram de sair. No entanto, João não saiu mais da casa.
Nas redes sociais, o casal declarou que estava em um relacionamento sério em março de 2022. Já em dezembro do ano passado anunciaram que se casaram.
Nos últimos dias, o amigo lembra que recebeu João em casa para conversar sobre relacionamento. “Os dois aparentavam estar bem. Eles realmente se amavam”, contou.
A Polícia Civil investiga o caso.
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