Categories: Economia

MT promove plantões online para fortalecer planos municipais de leitura e bibliotecas


Depois de 26 anos de negociações, os países do Mercosul e da União Europeia (UE) vão assinar, neste sábado (17/01), um acordo de livre comércio. Na prática, isso significa que os dois blocos vão facilitar a compra e a venda de produtos entre si, com menos taxas e menos barreiras comerciais.

A assinatura será feita em Assunção, no Paraguai, país que ocupa a presidência temporária do Mercosul desde dezembro de 2025. A cerimônia acontece às 12h15 (horário de Brasília), no mesmo local onde, em 1991, foi assinado o tratado que criou oficialmente o Mercosul.

Quem vai estar presente

Devem participar do evento os presidentes da Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai, além de representantes da União Europeia, como a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa.

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, não irá à cerimônia por causa de compromissos de agenda. O Brasil será representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Mesmo assim, na sexta-feira (16), Lula se reuniu no Rio de Janeiro com líderes europeus para tratar da aplicação do acordo e de outros assuntos internacionais.

Tarifas de importação reduzidas

A assinatura encerra a fase de negociações, que começou em 1999. Pelo texto do acordo, mais de 90% dos produtos comercializados entre os dois blocos terão as tarifas de importação reduzidas ou eliminadas ao longo do tempo. Isso inclui tanto produtos industriais, como máquinas e automóveis, quanto produtos agrícolas.

Apesar da assinatura, o acordo ainda não passa a valer imediatamente. Ele precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelos congressos de todos os países do Mercosul. Só depois disso é que as regras começam a ser aplicadas, de forma gradual, ao longo dos próximos anos.

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que espera que o acordo entre em vigor ainda no segundo semestre deste ano, caso as aprovações ocorram dentro do prazo.

O acordo enfrenta críticas

Mesmo sendo visto como positivo por governos e por parte da indústria, o acordo enfrenta críticas. Agricultores europeus temem perder espaço para produtos sul-americanos, que podem ficar mais baratos com a redução das tarifas.

Ambientalistas também demonstram preocupação com possíveis impactos sobre o meio ambiente. Já a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, avalia que o texto está alinhado com a agenda ambiental e pode incentivar o desenvolvimento sem descuidar da proteção da natureza.
*Com informações de Agência Brasil

*Sob supervisão de Daniel Costa

O Noroeste

Recent Posts

PL de autoria de Max Russi reconhece Folia de Reis como patrimônio histórico de MT

O texto ainda reconhece a cidade de Dom Aquino como a capital mato-grossense das Folias…

11 horas ago

Duas cidades de Mato Grosso entram no ranking dos 50 destinos mais procurados do Brasil

Ranking considera diversos indicadores, como tendências de mídia, conectividade aérea, acessibilidade, fluxo turístico e presença…

11 horas ago

Ex-vereador é uma das vítimas fatais do acidente entre veículos de passeio e carreta em VG

Foram identificados os dois motoristas que morreram no grave acidente registrado na manhã desta sexta-feira…

11 horas ago

Max Russi afirma que CPI da Saúde deve ser questionada na Justiça I MT

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), acredita que a instalação da CPI…

11 horas ago

Jovem fica presa em bueiro e é resgatada pelo Corpo de Bombeiros em Cuiabá; veja vídeo

Estudante de jornalismo da UFMT relatou dor e inchaço, mas exames não indicaram fratura. Um…

11 horas ago

Colega é preso suspeito de matar capataz por colocar pouco sal nos cochos de fazenda em MT

A fazenda fica localizada a 184 km do centro da cidade. Após o crime, o…

12 horas ago