Facções usam brechas na lei para recrutar adolescentes após ataque que matou inocente
As facções criminosas em Mato Grosso usam brechas na lei para recrutar adolescentes para praticarem crimes por eles. É o que afirmou nesta segunda-feira (19) o delegado Higo Rafael à TV Centro América sobre o caso do adolescente que foi morto a tiros por engano a mando de uma facção criminosa, em Cáceres, a 220 km de Cuiabá.
Os suspeitos do crime são todos adolescentes e foram apreendidos, sendo que um deles morreu em confronto com a polícia.
No sábado (17), as imagens de uma câmera de segurança registraram o momento em que o adolescente Murilo Pessoa Teixeira, de 14 anos, é morto a tiros dentro de casa. Contudo, o alvo do ataque seria o irmão dele, de 19 anos, que teria envolvimento com uma facção criminosa rival, conforme a polícia.
Uma menina teria se envolvido com o irmão da vítima para estudar as vulnerabilidades da casa e informá-las para outros integrantes da facção, segundo investigação conduzida pelo delegado Higo Rafael.
Ele destacou ainda que as facções estão se aproveitando de brechas na lei para recrutar adolescentes.
“As facções sabem da vulnerabilidade da lei e se utilizam dessa vulnerabilidade para recrutar adolescentes para cometerem crimes por eles, sabendo que logo mais estarão na rua”, afirmou.
Os menores apreendidos ficam 45 dias no socioeducativo e, caso não haja condenação, são liberados.
Segundo o boletim de ocorrência, o crime ocorreu por volta das 14h40, na Rua dos Crisântemos, no sábado (17).
As imagens das câmeras de segurança mostram dois adolescentes conversando em frente a uma casa quando um carro passa pelo local e os ocupantes efetuam os disparos.
A mãe de Murilo sai da casa em desespero ao perceber que o filho havia sido atingido e, em seguida, um homem deixa o imóvel armado e atira contra o veículo, que foge.
Durante as buscas, os policiais encontraram o terceiro adolescente, que reagiu durante a abordagem e morreu no confronto.
Todos os envolvidos, assim como os materiais apreendidos, foram encaminhados à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Cáceres, onde o caso segue sob investigação.
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