Duas prisões de Mato Grosso foram notificadas na última semana por superlotação e condições consideradas desumanas. As cadeias públicas de Arenápolis e Nortelândia receberam recomendação do Ministério Público para adequar as condições de funcionamento, mas não foram oficialmente interditadas.
No pedido realizado pelo promotor de Justiça, Phillipe Alves de Mesquita, foi concedido o prazo de cinco dias para que as irregularidades sejam corrigidas. Caso isso não ocorra, o Ministério Público pode ingressar com ação judicial pedindo a interdição das unidades. O prazo para readequação do presídio de Arenápolis termina nesta segunda-feira (19), enquanto o de Nortelândia venceu na sexta-feira (16).
As duas unidades apresentam problemas semelhantes, como falta de segurança contra incêndios, ausência de plano de contingência, falhas na separação entre presas de diferentes regimes e carências na assistência à saúde e à ressocialização.
Em Nortelândia, a situação é agravada pela superlotação de 176,6% , são 106 detentas para 60 vagas e por um motim registrado em 31 de dezembro de 2025, atribuído a conflitos internos em meio à precariedade estrutural.
Já em Arenápolis, o presídio feminino opera com 182% da capacidade, com 155 mulheres em um espaço para 86, além de enfrentar falhas no fornecimento de água, falta de itens básicos e ausência de assistência educacional, psicológica e social.
Nortelândia
O presídio tem capacidade máxima para 60 pessoas privadas de liberdade, mas opera com cerca de 106 detentas, o que representa uma superlotação de 176,6%. O cenário de excesso de internas e a falta de estrutura aponta ainda ausência de condições mínimas de prevenção a incêndios, falta de separação adequada entre presas de diferentes regimes e perfis e carência grave na assistência à saúde.
A unidade prisional passou por um motim no dia 31 de dezembro de 2025, desencadeado, segundo relatório, por brigas interpessoais entre as detentas. O conflito pode ter sido agravado pelas condições precárias da unidade, marcadas pela carência de serviços básicos que garantem a dignidade das internas, como a inexistência de biblioteca, de cantina para venda de produtos permitidos e de espaço adequado para assistência religiosa.
Entre os principais problemas identificados estão:
A Cadeia Pública de Arenápolis passou a funcionar como unidade feminina justamente para atender à demanda regional e reduzir a superlotação existente. Porém, atualmente, a unidade encontra-se com 155 mulheres sob custódia, apesar da capacidade de apenas 86 vagas, representando uma superlotação de 182%.
A unidade prisional feminina enfrenta uma série de problemas estruturais e de gestão que comprometem a segurança, a saúde e a dignidade das detentas.
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