Pelo 2º ano consecutivo, MT bate recorde com mais de 7 milhões de abates bovinos em 2025

Pelo segundo ano consecutivo, a pecuária de Mato Grosso bateu novo recorde ao registrar mais de sete milhões de abate de bovinos em 2025, o que representa uma alta de 1,44% quando comparado com 2024. É o que mostra o Relatório Anual de Abates do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O que impulsionou esse resultado foi o aumento no abate de fêmeas e a oferta de animais, que permaneceu elevada. O estado possui um dos maiores rebanhos do Brasil com 31,6 milhões de animais.

Além disso, o estado alcançou, pela primeira vez, a marca de 700 mil cabeças abatidas em um único mês, em outubro de 2025, segundo o Imea. Isso ocorreu em razão do aumento do abate de animais em confinamento.

“Esse desempenho consolida 2025 como mais um ano histórico para a pecuária matogrossense”, disse o Imea, no relatório.

Em 2024, a pecuária já havia registrado um marco histórico com 7,36 milhões de cabeças enviadas para as indústrias.

Já 2025 foi um ano marcado por recordes mensais. Esse resultado foi verificado em praticamente todos os períodos, quando comparados aos mesmos meses de anos anteriores, conforme o relatório.

Um dos fatores que impulsionou esse resultado foi a participação de fêmeas nos abates. No acumulado de 2025, o volume de fêmeas abatidas superou em 4,30% o registrado em 2024, ano que havia estabelecido o maior patamar histórico até então, segundo o Imea.

“Esse comportamento decorreu, principalmente, do aumento dos abates de novilhas terminadas, um nicho que vem ganhando relevância e se consolidando no estado”, explicou o relatório.

Para a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), as regiões que lideraram esse desempenho foram Centro-Sul e Sudeste, enquanto o Oeste manteve a maior fatia em volume.

Regiões de MT divididas pelo número de abate de bovinos em 2025 — Foto: Imea

Outro detalhe que chama atenção foi a mudança no perfil do rebanho, de acordo com a Famato.

“Animais com até 24 meses atingiram 43% do total, o maior patamar da série, somando 3,23 milhões de cabeças. O avanço reflete margens melhores e adoção de terminação intensiva nas regiões líderes”, disse.

O Noroeste

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