Motorista teve mal-estar súbito, o que motivou o parlamentar a assumir o volante. Pouco depois, a PRF fez uma abordagem e verificou que ele estava com a carteira suspensa por se recusar a fazer bafômetro em outra ocasião.
O presidente da Câmara de Vereadores de Cáceres (MT), Flávio Negação (MDB), entrou com protocolo nessa quarta-feira (21) no Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para esclarecer a situação em que um vereador foi parado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) por estar dirigindo um carro oficial com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa.
O vereador que assumiu a direção do veículo Jorge Augusto (PP) contou que não sabia que a carteira estava suspensa e que acredita que foi devido ao fato de ter se recusado a fazer o bafômetro em outra ocasião.
O flagrante da polícia ocorreu no dia 30 de novembro do ano passado, quando Jorge, assumiu a direção depois que o motorista teve um mal-estar súbito. Outros três vereadores também estavam juntos no momento.
Em nota pública, Jorge negou que a viagem oficial tenha causado qualquer prejuízo aos cofres públicos e destacou que apenas assumiu a direção do veículo porque era o único que conhecia o trajeto. Ele disse ainda que não sabia que estava com a CNH suspensa.
Jorge explicou a imprensa que o incidente ocorreu ainda durante a ida até Brasília e que o grupo levou o motorista até uma farmárcia na BR em um posto de gasolina antes da PRF, e ele passa bem.
Apesar do susto, não houve qualquer atraso no cumprimento da agenda oficial deles.
Pouco depois, o grupo foi parado pela PRF. Durante a abordagem, os policiais verificaram a suspensão da CNH de Jorge.
O vereador disse que não sabia que a carteira estava suspensa e acredita que isso seja resultado de ter recusado fazer o bafômetro em outra ocasião anterior. Não há detalhes sobre o contexto dessa recusa.
A legislação de trânsito prevê infração gravíssima, o que pode gerar multa de R$ 2.934,70, suspensão do direito de dirigir por 12 meses e até retenção do carro.
O caso ainda está em andamento num procedimento interno da Câmara de Vereadores. O setor jurídico avalia as próximas providências.




