Maria Eduarda Pereira Soares, de 21 anos saiu da casa onde morava no sábado a noite e ter ido para Porto Alegre sem avisar ninguém da família. — Foto: Reprodução
A escritora mato-grossense Maria Eduarda Pereira Soares, de 21 anos, está desaparecida desde o último sábado (7), em Pedra Preta, a 242 km de Cuiabá. Segundo a família, o sumiço foi registrado após ela sair da casa onde morava no sábado à noite e ter ido para Porto Alegre sem avisar ninguém da família.
Maria Eduarda era casada com Magno dos Santos Ribeiro Rodrigues, que informou às autoridades ter encontrado uma carta de despedida deixada por ela na residência do casal. A mãe e o ex-marido, que é policial militar, apuraram que ela teria chegado a Cuiabá na noite de sábado e embarcado em um voo para Porto Alegre, com chegada prevista por volta das 7 da manhã. Desde então, a família não teve mais notícias dela.
” A gente mandou mensagem nesse número e aí uma mulher respondeu falando que ‘não tinha nenhuma Maria Eduarda ali’. Eu insisti, liguei e quando me atenderam falei ‘Olha eu sou policial, minha filha tá desaparecida e esse número tá registrado no nome dela. Então, como você me explica isso?’ Aí esse número me bloqueou“, relatou a mãe.
Edilma contou que tentou rastrear o telefone da filha, mas o aparelho foi resetado logo em seguida. Sem informações oficiais, ela afirma suspeitar que Maria Eduarda possa ter sido enganada em algum esquema de exploração sexual. Segundo a mãe, a suspeita de que a filha esteja presa se baseia no fato de que ela nunca deixaria a família sem respostas, mesmo que tivesse decidido mudar de vida.
“Eu conheço a índole da minha filha, jamais ela ia deixar a gente sem respostas. Mesmo que ela tivesse ido sem avisar, ela ia chegar lá, ia me ligar e avisar que estava tudo bem. […] Antes dela ir estava tudo certo. Na quinta-feira eu falei com ela, a gente brincou, conversou, ela postou uns dias antes declaração de amor para o marido dela […]”, comentou.
Edilma também afirmou que a filha era escritora e sonhava em crescer profissionalmente. Para a mãe, esse desejo pode ter sido usado por alguém para atrair a jovem com falsas promessas. Ela contou que Maria Eduarda chegou a comentar com uma amiga que havia recebido uma proposta de emprego melhor, mas não revelou quem fez a oferta nem onde seria o trabalho.
“Eu acredito que foi alguma mulher, ela não ia acreditar em homem. Eu acho que foi alguma mulher que eles colocaram para conversar com ela, para ludibriar a cabeça dela” , relatou a mãe.
O caso segue em investigação pela Polícia Civil.
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