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Acusados de matar pai e filha de 2 anos são condenados a quase 500 anos de prisão em MT

O Tribunal do Júri de Barra do Garças, a 519 km de Cuiabá, condenou, nesta quarta-feira (11), seis pessoas pela morte de João Vitor Menez Soares, de 22 anos, e da filha dele, Zayra Menez Carvalho, de 2 anos. Somadas, as penas impostas aos réus se aproximam de 500 anos de prisão.

Pai e filha foram assassinados no dia 9 de fevereiro de 2024. Segundo as investigações, dois homens chegaram em um carro, estacionaram em frente à casa da família, entraram no local e atiraram contra as vítimas. Em seguida, fugiram.

Conforme a Polícia Civil, o crime teria sido motivado por uma disputa entre facções criminosas, após João Vitor deixar um grupo para fundar a própria organização em Mato Grosso. João morreu ainda no local. Já a filha chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. A mãe da criança também foi atingida pelos disparos, mas sobreviveu.

O julgamento começou às 8h da quarta-feira (10) e foi concluído às 23h de quinta-feira (11). Ao todo, as penas ultrapassam 470 anos de prisão. Veja as condenações:

  • Kesley Junio Pinheiro Chapadense: 75 anos, 3 meses e 7 dias de reclusão, além de 7 meses e 29 dias;
  • Nairo Natan de Souza Queiroz: 95 anos, 3 meses e 7 dias;
  • Fabrício Ferreira Rocha: 92 anos, 8 meses e 25 dias;
  • Kaique Enzo Ramos Barbosa: 89 anos, 7 meses e 26 dias;
  • Igor Barbosa dos Santos: 81 anos, 11 meses e 26 dias;
  • Paolla Bastos Neiva: 42 anos de reclusão.

 

Relembre o caso

João Vitor Menez Soares, de 22 anos, e sua filha de 2 anos foram mortos a tiros depois que dois homens invadiram sua casa e dispararam contra a família. Segundo a Polícia Militar, a mulher contou que os três estavam em casa quando foram surpreendidos pelos suspeitos. Após o crime, a dupla fugiu do local.

João Vitor foi encontrado morto quando os policiais chegaram. A criança foi levada pela mãe, com a ajuda de uma vizinha, até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas já estava morta quando chegou, segundo a polícia.

A polícia informou que João Vitor tinha antecedentes criminais e era foragido da Justiça. Segundo relatos da companheira, a família havia se mudado de Goiânia (GO) para Barra do Garças cerca de seis meses atrás.

Na cena do crime, foram encontrados três celulares sujos de sangue e duas porções de maconha.

O Noroeste

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