Edgar Ricardo de Oliveira, de 30 anos, se entregou à polícia na manhã desta quinta (23), em Sinop. — Foto: Reprodução/Rede social
A Justiça autorizou o reeducando Edgar Ricardo de Oliviera, condenado pela chacina que deixou sete mortos em um bar de Sinop, a 503 km de Cuiabá, a voltar a receber visitas íntimas e familiares na Penitenciária Central do Estado (PCE). A decisão foi assinada pelo juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto no dia 31 de janeiro deste ano.
No documento, o juiz argumentou que “a proibição da visita íntima por mais de um ano e sete meses constitui constrangimento ilegal, afrontando direitos fundamentais e normas da execução penal”.
Além disso, Edgar teve 15 dias de sua pena reduzidos após concluir 180 horas/aula em 2023, seguindo o artigo 126 da Lei de Execução Penal.
Ainda na decisão, o juiz disse que Edgar permanece em uma cela individual para preservar sua integridade física e psicológica e não por uma imposição disciplinar.
“Tal distinção é fundamental para afastar qualquer presunção de restrição legal automática ao direito de visita. A justificativa administrativa para a vedação geral de visitas no Raio 8, portanto, não se aplica à situação concreta do apenado, que ocupa cela individual”, afirmou.
Relembre a chacina
Edgar Ricardo de Oliveira, 30 anos, e seu cúmplice Ezequias Souza Ribeiro, de 27 anos, foram autores da chacina que vitimou sete pessoas, entre elas uma adolescente de 12 anos, em Sinop, a cerca de 500 km de Cuiabá, no dia 21 de fevereiro de 2023. Ezequias foi morto em um confronto com a polícia um dia após a chacina. Edgar, se entregou dois dias depois, após saber da morte do cúmplice.
Segundo o delegado, Edgar participou de um jogo de sinuca contra uma das vítimas e perdeu cerca de R$ 4 mil pela manhã. No período da tarde, ele voltou na companhia de Ezequiel e desafiou o homem, novamente. Eles jogaram mais algumas partidas e também perderam.
Edgar ficou revoltado e, em seguida, deu um sinal para Ezequias, que rendeu todas as pessoas, enquanto o comparsa pegava uma espingarda no carro.
Ainda de acordo com o delegado do caso, o primeiro a disparar foi o Ezequias, que deu um tiro no Bruno, dono do bar, e depois um tiro pelas costas do Getúlio, que caiu, e recebeu tiros na cabeça. Enquanto isso, Edgar disparava de 12 nas outras vítimas que estavam no local.
Seis homens e uma adolescente de 12 anos foram mortos. Elas foram identificadas pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). São Eles:
Registro pelas câmeras de segurança
Duas vítimas, entre elas a adolescente, tentam correr e são atingidas já fora do bar. Segundo a perícia, a garota foi atingida por um tiro de espingarda nas costas.
Após a execução, os homens pegam o dinheiro que está em uma das mesas de sinuca e outros objetos pelo bar e fogem em uma caminhonete que estava estacionada em frente ao local.
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