Incentivos fiscais geram R$ 4,66 em investimentos privados a cada R$ 1 renunciado em MT

A cada R$ 1 de renúncia fiscal, Mato Grosso gerou R$ 4,66 em investimentos diretos em 2025, segundo o Relatório Anual de Desempenho dos Programas de Incentivos Fiscais, elaborado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

O resultado é puxado pelos três principais programas estaduais: o Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), o Programa de Desenvolvimento Rural de Mato Grosso (Proder) e o Programa de Incentivo ao Algodão de Mato Grosso (Proalmat). Juntos, eles funcionam como instrumentos de atração de investimentos, estímulo à produção e fortalecimento das cadeias produtivas.

Em 2025, o Estado renunciou um total de R$ 6,4 bilhões em arrecadação, enquanto os investimentos privados somaram R$ 29,8 bilhões. A lógica é clara: reduzir a carga tributária para incentivar empresas a investir, produzir mais e gerar emprego.

De 2024 a 2025, houve um aumento de 10% na geração de empregos, saltando de 119.540 postos de trabalho nas empresas incentivadas para 131.375 em 2025. Na comparação com 2020, o aumento de emprego saltou 79% em seis anos, pois, em 2020, havia 73.237 empregos gerados pelas empresas com incentivo fiscal.

O Prodeic é voltado à indústria e ao comércio, oferecendo benefícios fiscais para empresas que ampliam ou instalam operações no Estado, com foco na diversificação econômica e aumento da competitividade. Já o Proder atua diretamente no fortalecimento do agronegócio, apoiando produtores rurais com incentivos ligados à produção e à comercialização. O Proalmat, por sua vez, é direcionado à cadeia do algodão, uma das mais estratégicas de Mato Grosso, garantindo estímulo à produção e qualidade da pluma.

Para o secretário adjunto de Indústria, Comércio e Incentivos Programáticos, Anderson Martinis Lombardi, os números mostram que os programas cumprem papel estruturante na economia.

“Quando a gente observa esse retorno, fica claro que os incentivos são uma ferramenta de desenvolvimento. Não é apenas renúncia, é investimento sendo atraído, indústria se expandindo e cadeias produtivas se fortalecendo dentro do Estado”, afirmou.

O relatório também mostra que, no acumulado dos últimos seis anos, os três programas somaram mais de R$ 92 bilhões em investimentos, frente a cerca de R$ 28,8 bilhões em renúncia fiscal, consolidando o modelo como uma política permanente de desenvolvimento.

A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, avalia que os incentivos são hoje uma ferramenta essencial para manter Mato Grosso competitivo no cenário nacional.

“Estamos falando de programas que impactam diretamente a economia real, desde a indústria até o produtor rural. Eles ajudam a interiorizar o desenvolvimento, gerar emprego e posicionar Mato Grosso como um dos estados mais atrativos para investir”, disse.

Além do volume de investimentos, os dados apontam crescimento no faturamento das empresas incentivadas, ampliação da produção e diversificação industrial, reforçando o papel dos incentivos fiscais como mecanismo de indução econômica em um estado com forte base no agronegócio.

O Noroeste

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