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Marido suspeito de matar mulher e enterrá-la no quintal enviou foto da vítima para simular que ela estava bem em MT

Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, confessou ter matado a esposa, Nilza Moura de Souza Antunes, de 64 anos, após procurar a polícia para registrar o desaparecimento dela. Segundo a Polícia Civil, ele chegou a enviar uma foto da vítima aos familiares para dar a entender que ela estava bem, pouco antes de comunicar o desaparecimento.

Segundo a delegada Eliane Moraes, o próprio suspeito foi até a delegacia para registrar o desaparecimento da esposa, mas acabou confessando o crime durante as investigações.

“Ele compareceu à delegacia nos relatando, a princípio, que estava sendo vítima de golpe e também de extorsão. E que havia uma pessoa desaparecida, que era a esposa dele. […] Ele enviou uma foto da vítima aos familiares dela para dar a entender que ela estava bem, pouco antes de registrar o desaparecimento”, afirmou Eliane.

Segundo a delegada, familiares da vítima também procuraram a polícia e relataram desconfianças sobre o relacionamento. Com isso, as buscas foram intensificadas. Durante as buscas, o suspeito permitiu que equipes fossem até a casa dele para depoimento, mas entrou em contradição no caminho e indicou o endereço da outra casa, onde Nilza estava enterrada.

“Foi nesse momento que ele confessou que tinha matado a esposa e indicou o local onde o corpo estava”, explicou a delegada.

Entenda o caso

O corpo de Nilza foi encontrado enterrado em um buraco de cerca de dois metros de profundidade, nos fundos de uma casa. Segundo a investigação, o casal não morava no local, mas a vítima era a proprietária do imóvel.

De acordo com a polícia, a área havia sido escavada anteriormente com o uso de uma retroescavadeira contratada pelo próprio suspeito. Depois, ele voltou a chamar o equipamento para cobrir e nivelar o terreno.

De acordo com o delegado Caio Albuquerque, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), há indícios de que o crime foi premeditado.

“Ele mesmo disse que alugou uma máquina retroescavadeira com o argumento de fazer um poço. Depois que ele jogou a terra por cima do corpo, ele chamou novamente o maquinário para nivelar o terreno. Isso foi confirmado pelas pessoas que prestaram o serviço”, afirmou o delegado.

Segundo a polícia, o buraco foi escavado por uma empresa especializada contratada por Jackson. Devido à profundidade, foi necessário o uso de um trator para desenterrar a vítima do local.

Jackson foi preso no local do crime. O caso é investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

O Noroeste

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