Categories: Featured

Operação mira esquema de tráfico que levava cocaína da fronteira ao norte de MT em rota de 700 km

Uma investigação da Polícia Civil descobriu uma rota de mais de 700 quilômetros, entre a fronteira com a Bolívia e o norte de Mato Grosso, que era usada por criminosos para transportar cargas de cocaína até a região de Sinop (MT). O esquema, segundo a polícia, envolvia empresas e movimentações financeiras entre familiares para esconder o dinheiro obtido com o tráfico de drogas.

A investigação resultou na Operação Vinculum Sanguinis, realizada nesta sexta-feira (22), com cumprimento de ordens judiciais em Sinop, Cláudia, Cuiabá e Várzea Grande. A ação é conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop.

Ao todo, a Justiça expediu um mandado de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão, 11 bloqueios de contas bancárias, além do sequestro de três veículos e cinco imóveis. As medidas patrimoniais somam mais de R$ 3,2 milhões em ativos bloqueados.

Até a manhã desta sexta, segundo a polícia, três pessoas foram presas, sendo uma por mandado de prisão preventiva e duas em flagrante por tráfico de drogas. Também foram apreendidos mais de 25 tabletes de pasta base de cocaína e dinheiro.

De acordo com a polícia, as investigações começaram em outubro de 2025, após a prisão em flagrante de dois suspeitos em Cláudia. Na ocasião, um quilo de pasta base de cocaína foi apreendido. Com o avanço das investigações, os policiais identificaram que o caso fazia parte de uma estrutura criminosa voltada ao transporte sistemático de grandes carregamentos de drogas da região de fronteira.

Conforme a Draco, o grupo era responsável por levar cocaína e pasta base de Pontes e Lacerda, cidade localizada na fronteira com a Bolívia, até a região de Sinop.

A polícia informou ainda que o mesmo grupo criminoso já havia sido alvo da Operação Aurora Pantaneira, deflagrada em março deste ano, quando 525 quilos de cocaína e pasta base de cocaína foram apreendidos.

Além do tráfico, a investigação apontou a existência de um esquema de lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, os valores obtidos com o crime eram ocultados por meio de movimentações financeiras distribuídas entre integrantes da facção, empresas e familiares.

De acordo com os investigadores, os laços familiares eram usados como mecanismo de confiança para ocultação patrimonial. O bloqueio bancário atingiu 11 investigados, entre eles nove pessoas físicas e duas empresa, uma do ramo de segurança eletrônica e outra de metalurgia, localizadas em Cuiabá e Várzea Grande.

Entre os bens sequestrados estão apartamentos, uma casa e terrenos em Cuiabá e Várzea Grande. Segundo a polícia, os imóveis têm valor venal superior a R$ 2 milhões, com estimativa de mercado ainda maior.

O Noroeste

Recent Posts

proposta garante prioridade em financiamentos e inovação agrícola – O Mato Grosso

As mulheres que trabalham na produção rural e comandam pequenos negócios em regime familiar estão…

4 horas ago

União cobre R$ 244 milhões em dívidas caloteadas por estados e cidades em setembro – O Mato Grosso

Quando governos estaduais ou prefeituras deixam de quitar suas parcelas de empréstimos, é o cofre…

6 horas ago

Missa, escultura e show marcam evento pelos 35 anos da visita do papa a Cuiabá; saiba mais

Celebração será nesta sexta-feira (16), no Sesi Papa, com entrada gratuita e expectativa de reunir…

7 horas ago

Menina de 10 anos morre após arma cair e disparar dentro de casa em MT

Criança estava com o irmão em um quarto onde havia uma arma carregada, segundo o…

8 horas ago

Gallo vê rumores sobre vaga no TCE como “descortesia” com Waldir Teis e nega articulações

O ex-secretário de Estado de Fazenda de Mato Grosso, Rogério Gallo, criticou publicamente as recentes…

8 horas ago

Governo de MT atinge 71% de execução nas metas prioritárias do primeiro semestre de 2026

O Governo de Mato Grosso registrou desempenho médio de 71% no cumprimento das metas físicas…

8 horas ago