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Alta dos alimentos responde por metade da inflação de maio, entenda – O Mato Grosso


A inflação desacelerou em maio, mas continuou pressionando o orçamento dos brasileiros, principalmente por causa dos alimentos. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (12/6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,58% no mês, com o grupo alimentação e bebidas respondendo por cerca de metade do resultado.

O IPCA é o indicador oficial da inflação no Brasil e mede a variação do custo de vida para famílias com renda entre um e 40 salários mínimos.

Apesar de o índice ter perdido força em relação aos meses anteriores, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,72%, ultrapassando o teto da meta estabelecida pelo governo, que é de 4,5%.

A meta definida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Desde 2025, a avaliação passou a considerar os 12 meses imediatamente anteriores, e não apenas o resultado acumulado até dezembro. A última vez que a inflação acumulada havia superado o limite foi em outubro de 2025, quando atingiu 4,68%.

Alimentos puxaram a alta

Entre os nove grupos pesquisados pelo IBGE, alimentação e bebidas registrou a maior variação do mês, com alta de 1,33%. O segmento teve impacto de 0,29 ponto percentual no IPCA, o equivalente a aproximadamente metade da inflação registrada em maio.

Os produtos que mais pressionaram os preços foram:

  • Batata-inglesa: alta de 44,69%;
  • Tomate: alta de 20,62%;
  • Carnes: alta de 1,39%;
  • Cebola: alta de 16,80%.

Inflação espalhada pela economia

O índice de difusão, indicador que mede quantos itens tiveram aumento de preços, mostrou que 65% dos 377 produtos e serviços analisados registraram alta em maio. Isso indica que a pressão inflacionária continua distribuída por diferentes setores da economia.

Serviços e preços monitorados

O grupo de serviços, que costuma refletir mais diretamente o ritmo da atividade econômica e os efeitos da taxa básica de juros (Selic), apresentou inflação de 0,40% no mês e acumula alta de 5,97% em 12 meses.

Já os preços monitorados, categoria que inclui itens regulados por contratos e combustíveis, subiram 0,43% em maio e acumulam avanço de 5,85% no período de um ano.

Acima das previsões

O resultado veio acima das expectativas do mercado financeiro. A edição mais recente do Boletim Focus, divulgada pelo Banco Central, apontava projeção de inflação de 0,48% para maio. Para o fechamento de 2026, a estimativa dos analistas consultados pelo mercado é de uma inflação acumulada de 5,11%.

*Sob supervisão de Gene Lannes

Fonte: Agência Brasil

O Noroeste

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