A ex-primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes (União Brasil), afirmou ter sido alvo de uma ameaça relacionada à sua entrada na disputa eleitoral deste ano. A revelação foi feita nesta terça-feira (23), durante o evento que marcou o lançamento de sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados e da pré-campanha do ex-governador Mauro Mendes ao Senado, em Cuiabá.
Ao discursar para apoiadores e lideranças políticas, Virginia relatou que uma carta com conteúdo intimidatório foi entregue em sua residência no fim de 2025. Segundo ela, a mensagem tinha como objetivo pressioná-la a desistir da candidatura.
“Recebi uma ameaça para que eu não fosse candidata. Mas não será isso que vai me fazer recuar. Tenho fé em Deus e estou à disposição da população, caso ela entenda que devo representá-la”, declarou.
De acordo com Virginia, o caso está sendo tratado judicialmente e corre sob sigilo. Ela explicou que o episódio ocorreu quando Mauro Mendes ainda exercia o cargo de governador do Estado. Na ocasião, uma pessoa teria conseguido acessar o condomínio onde a família mora e deixar a correspondência na residência.
Como a ex-primeira-dama não estava no local, a carta foi recebida por uma funcionária da casa, que posteriormente registrou boletim de ocorrência. A investigação passou a contar com imagens do sistema de monitoramento do condomínio e, conforme relatado por Virginia, os responsáveis pela entrega do documento já teriam sido identificados.
Sem revelar nomes, ela afirmou que o conteúdo da carta mencionava pessoas influentes e que esse é um dos motivos para que o processo permaneça em segredo de Justiça. “Existe uma investigação em andamento. O caso está sob sigilo porque há pessoas importantes citadas no contexto da ameaça”, disse.
Virginia também contou que quem entregou a correspondência teria tomado cuidados para evitar deixar vestígios que pudessem auxiliar na identificação, como impressões digitais.
Apesar do episódio, a pré-candidata garantiu que seguirá com o projeto político. Segundo ela, a decisão de disputar uma vaga na Câmara Federal foi motivada pelo incentivo de apoiadores e por sua convicção pessoal de continuar atuando na vida pública.
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