O trabalhador brasileiro continua enfrentando uma dura realidade na hora de passar as compras no caixa do supermercado. No último mês de junho, o preço da cesta básica subiu em 17 capitais do país, impulsionado por vilões bem conhecidos do prato feito: o feijão, o arroz, a carne e o leite.
A alta não é um movimento isolado. No acumulado dos primeiros seis meses de 2026, absolutamente todas as capitais pesquisadas registraram inflação nos alimentos essenciais. Para quem vive em Cuiabá, o impacto é ainda mais profundo: a capital mato-grossense consolidou-se com o segundo custo de vida alimentar mais alto de toda a nação.
Para entender como a inflação dos alimentos afetou o seu bolso no último mês, confira os principais dados do levantamento do Dieese e da Conab:
A liderança do ranking das cidades com os alimentos mais caros permanece na região Centro-Sul, enquanto o Nordeste concentra os valores mais baixos devido à diferença na composição dos produtos locais.
As capitais com as cestas mais caras:
As capitais com as cestas mais baratas:
O grande culpado pelo aumento generalizado foi o feijão, que encareceu em todas as cidades. Os técnicos explicam que dois fatores principais causaram esse cenário: os produtores reduziram a área de plantio da leguminosa e o clima adverso prejudicou tanto a primeira quanto a segunda safra do grão, diminuindo a oferta nos mercados.
Diante do preço abusivo da alimentação básica, o Dieese calculou o tamanho do abismo entre o poder de compra real do brasileiro e o que determina a Constituição (garantir alimentação, moradia, saúde, educação, lazer e transporte).
*Sob supervisão de Gene Lannes
Fonte: Agência Brasil
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