Em audiência pública realizada nesta segunda-feira (13), na Assembleia Legislativa, o secretário adjunto de Obras da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Isac Nascimento, informou que a licitação para implantação do corredor do BRT, na avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá, ainda não foi lançada e, por isso, não há recursos empenhados para a execução da obra.
Segundo ele, os trabalhos nesse trecho devem começar apenas no próximo ano. Nascimento também confirmou que o processo de aquisição dos ônibus elétricos segue em tramitação interna na Sinfra. O corredor da avenida Fernando Corrêa da Costa contará com aproximadamente sete quilômetros.
O chamado “Lote 2” é estimado em R$ 120 milhões, conforme um edital de novembro de 2025 lançado pela Sinfra. Isaac informou que os projetos já estão concluídos. No entanto, segundo ele, o governo decidiu adiar a contratação das obras para evitar novos impactos no trânsito da capital. A execução desse trecho deve ficar para a próxima gestão estadual.
Sobre atraso no cronogramas das obras, o secretário adjunto afirmou que o projeto das 77 estações passou por uma reformulação para oferecer mais qualidade, segurança e durabilidade aos usuários. No trecho entre Cuiabá e Várzea Grande, serão utilizados 25 ônibus elétricos para atender a população. Ele confirmou que o processo de aquisição dos ônibus elétricos segue em tramitação interna na Sinfra.
O cronograma inicial do Lote 1 das obras do BRT, correspondente ao primeiro corredor estrutural de transporte coletivo entre o Terminal de Várzea Grande e o Terminal do CPA, em Cuiabá, previa a conclusão dos serviços em seis meses, com a abertura simultânea de sete frentes de trabalho no trecho entre o Viaduto da Sefaz e a ponte Júlio Müller.
No entanto, segundo Isaac Nascimento, a estratégia precisou ser revista após a abertura da primeira frente de obras, quando os impactos no trânsito provocaram reclamações da população e repercussão na imprensa. Ele argumentou que, caso todas as frentes fossem abertas ao mesmo tempo, conforme o planejamento inicial, haveria risco de colapso na mobilidade urbana de Cuiabá, o que exigiu a revisão do cronograma de execução.
“A execução da obra passou a ser conduzida de forma gradual, em alinhamento permanente com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), responsável pela gestão do trânsito na capital. As intervenções são planejadas em conjunto para definir quais trechos podem ser interditados, considerando também outras obras em andamento na cidade, como as executadas pela concessionária de abastecimento de água e esgotamento sanitário”, explicou o secretário adjunto da Sinfra.
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