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Indústria brasileira reage a imposto de 25% imposto pelos EUA, veja o que muda e o que ficou de fora

Uma decisão tomada na madrugada desta quinta-feira (16/7) pelo governo de Donald Trump promete encarecer os produtos brasileiros que viajam rumo aos Estados Unidos. A Casa Branca anunciou a criação de um imposto de 25% sobre as exportações do Brasil.

A medida caiu como uma bomba no setor produtivo nacional, provocando forte reação de entidades que temem a perda de competitividade e de empregos nas fábricas do país. O novo imposto passa a valer de forma definitiva a partir do dia 22 de julho.

Como funciona a nova taxa e quem escapou?

A barreira comercial criada pelos EUA não vai afetar todo o comércio de forma igual. Existe uma lista de exceções com mais de 2 mil itens que continuam isentos da tarifa.

  • O que muda: Qualquer mercadoria brasileira exportada para os EUA que não estiver expressamente protegida na lista do governo americano ficará 25% mais cara ao cruzar a fronteira.
  • Quem ficou de fora: Produtos vitais para o consumo diário dos americanos ou que eles não conseguem produzir em grande quantidade foram poupados. É o caso de:
    • Café.
    • Suco de laranja.
    • Carne bovina.
    • Aeronaves (setor dominado pela Embraer).

O que é sobretaxa? É um imposto extra cobrado na alfândega. Quando os EUA cobram 25% a mais sobre o produto brasileiro, as empresas americanas passam a achar o nosso produto muito caro e buscam outros fornecedores, prejudicando as nossas indústrias.

A reação do setor industrial brasileiro

As principais lideranças industriais do país se manifestaram de forma dura, classificando a decisão como um retrocesso nas relações de parceria comercial:

  • Fiesp (São Paulo): Declarou “profunda preocupação” e lamentou a criação da barreira ao mercado norte-americano.
  • Fiemg (Minas Gerais): Cobrou serenidade e pediu que ambos os governos voltem à mesa de negociações para reatar a cooperação mútua.
  • CNI (Confederação Nacional da Indústria): Por meio de seu presidente, Ricardo Alban, criticou abertamente a postura do governo Trump, apontando o risco de prejuízos econômicos em cadeia no Brasil.

*Sob supervisão de Gene Lannes

Fonte: Agência Brasil

O Noroeste

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