Pivetta; “Nosso compromisso é, até o final desse ano, colocar para rodar os veículos BRT”, afirmou

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que o VLT foi um “modal equivocado” e que os quase R$ 922 milhões recuperados com a venda dos equipamentos do antigo sistema serão suficientes para financiar a implantação do BRT em Cuiabá e Várzea Grande.

“Nós vendemos os veículos que foram adquiridos antes de fazer a obra. Vocês sabem também que houve corrupção de toda ordem nessa obra, na compra desses carros. Isso foi confessado pelo ex-governador. Nos preocupamos muito em fazer bom negócio para a sociedade. Com esse valor, estamos fazendo os investimentos no BRT”, afirmou.

“De maneira que, com o dinheiro que recuperamos, daquele modal equivocado, vamos entregar, até o final do ano, o primeiro e o segundo trecho, aeroporto/CPA e CPA/aeroporto”, acrescentou.

Segundo dados do Governo do Estado, foram recuperados R$ 921.997.489,96 com a venda dos trens e de materiais agregados do VLT, como equipamentos elétricos e ferroviários.

Apesar de nunca ter ficado pronto, o investimento total realizado no antigo modal foi superior a R$ 1,066 bilhão.

Pivetta explicou que os recursos obtidos custearão os corredores exclusivos, as estações, a aquisição dos ônibus elétricos e a execução do segundo trecho do projeto.

“Com esse valor será possível fazer os corredores do BRT, instalar todas as estações modernas, climatizadas, adquirir os veículos elétricos, articulados e normais e fazer, inclusive, o segundo trecho, que é entre a Prainha ao Coxipó. Fazer o que era para ser VLT no BRT”, disse.

“Nosso compromisso é, até o final desse ano, colocar para rodar os veículos”, afirmou.

Escândalo de corrupção

Idealizado para ser o principal legado da Copa do Mundo de 2014 em Cuiabá, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) nunca entrou em operação e se tornou um dos maiores símbolos de desperdício de recursos públicos em Mato Grosso.

As obras foram paralisadas após sucessivos atrasos e, ao longo dos anos, foram alvo de investigações que apontaram um esquema de corrupção envolvendo a licitação e a execução do empreendimento.

Em delação premiada, o ex-governador Silval Barbosa afirmou que houve pagamento de propina para viabilizar o contrato do modal.

O Noroeste

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