Maior parte das perdas foi registrada na rede municipal de ensino, com destruição de materiais que seriam destinados a escolas e alunos; calendário letivo será mantido, segundo a prefeitura.
O incêndio que atingiu os depósitos da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smecel), em Várzea Grande, provocou um prejuízo estimado em R$ 14,9 milhões aos cofres públicos. O valor foi calculado pela prefeitura após um levantamento realizado pela pasta, responsável por contabilizar os danos causados pelas chamas.
De acordo com a administração municipal, a área mais afetada foi a Educação. Entre os materiais destruídos estavam livros, brinquedos, cadeiras, colchonetes, aparelhos de ar-condicionado, geladeiras, freezers e parquinhos que seriam distribuídos para unidades da rede municipal, incluindo escolas prestes a serem inauguradas.
Parte das apostilas previstas para uso dos professores no segundo semestre de 2026 também foi consumida pelo fogo. Apesar disso, a Secretaria informou que o cronograma escolar não será alterado e garantiu que as atividades em sala de aula seguirão normalmente, com apoio de outros materiais pedagógicos já disponíveis nas escolas.
Segundo a pasta, os estudantes continuarão utilizando livros do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), materiais dos programas Alfabetiza MT e Mais Infância, além de acervos literários, jogos educativos e plataformas digitais. A Superintendência Pedagógica também reorganizou o planejamento das unidades para assegurar o cumprimento de todo o conteúdo previsto para o ano letivo.
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Entenda o caso
O incêndio ocorreu em 17 de junho e atingiu galpões do Anexo I da Smecel, onde funcionam o Centro de Distribuição da Merenda Escolar e o Almoxarifado Central, na Avenida Filinto Müller, no bairro Marajoara II. As chamas chegaram a afetar a rede elétrica da região.
No dia seguinte ao incêndio, a prefeita Flávia Moretti (PL) decretou estado de calamidade administrativa na secretaria pelo período de 180 dias, permitindo a contratação emergencial de bens, equipamentos e serviços para recompor a estrutura afetada.
As investigações da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) descartaram a hipótese de incêndio criminoso. A apuração preliminar apontou que as chamas começaram após um fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria destinada ao armazenamento de alimentos congelados. O laudo pericial definitivo ainda não foi concluído.
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