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Vídeo: câmeras mostram antes e depois da reação de engenheiro preso por matar mulher e esfaquear filha em MT

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Um vídeo de câmeras de segurança da casa onde Gleici Keli Geraldo de Souza, de 42 anos, foi assassinada pelo marido, o engenheiro Daniel Bennemann Frasson, mostra o antes e depois do crime, ocorrido em junho de 2025, em Lucas do Rio Verde, a 354 km de Cuiabá. As imagens foram divulgadas neste domingo (6) pelo advogado Rodrigo Pouso Miranda, que representa a família da vítima (Assista abaixo).

Gleici e a filha, de 7 anos, estavam dormindo quando foram atacadas. A menina sobreviveu após 22 dias internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Desde o crime.

As gravações, feitas nos dias anteriores ao assassinato, mostram discussões entre Gleici e Daniel. De acordo com o advogado, os conflitos envolviam questões financeiras e bens do casal.

Segundo o advogado da família, dois dias antes do crime, Daniel teria ameaçado matar Gleici e a filha. Uma mensagem enviada pela irmã do suspeito para Gleici também aparece no vídeo. No texto, a cunhada orienta a vítima a esconder as facas.

Engenheiro é suspeito de matar mulher e esfaquear a filha em casa | Jornal  Correio

Na manhã de 24 de junho de 2025, data do assassinato, as câmeras mostram Daniel andando pela residência. Pouco depois, ele vai até a cozinha, pega uma faca e segue para o quarto onde Gleici dormia.

As imagens divulgadas mostram ainda o momento em que ele retorna do quarto com sangue nas mãos e nos braços. Conforme informações do processo, Gleici sofreu cerca de 16 golpes.

O advogado da família também afirma que Daniel tinha uma consulta com um psiquiatra marcada para às 15h daquele mesmo dia. Segundo ele, o homem havia aceitado comparecer ao atendimento, mas, às 6h55, atacou a mulher e a filha.

Laudo aponta possível inimputabilidade

Um exame realizado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec-MT) indicou que Daniel poderia ser considerado inimputável no momento do crime. Na prática, isso significa que ele poderia não ter plena capacidade de entender que o ato cometido era ilegal.

A conclusão, porém, é questionada pelo Ministério Público e pela família da vítima. Segundo o advogado, o primeiro laudo teve a homologação anulada e um novo exame foi realizado por três peritos. A Justiça ainda deverá analisar os resultados para decidir se Daniel pode ou não ser considerado inimputável.

Momentos registrados pela câmera da casa antes e depois do ocorrido — Foto: Reprodução
Momentos registrados pela câmera da casa antes e depois do ocorrido — Foto: Reprodução

Família questiona disputa por bens

O representante da família de Gleici também cita uma disputa envolvendo o patrimônio deixado pela vítima. Segundo ele, familiares de Daniel conseguiram sua interdição em outra comarca após o crime. Posteriormente, teria sido apresentado, em nome do acusado, um pedido no inventário de Gleici para que ele tivesse direito a metade dos bens e dos valores obtidos com aluguéis.

advogado usa o episódio para questionar a alegação de que Daniel não teria condições de compreender os próprios atos. A capacidade mental do acusado, entretanto, ainda é objeto de análise judicial e deverá ser definida a partir dos exames periciais e demais provas do processo.

VIDEO:

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